Leituras do ano absurdo

Quando a quarentena começou, minha família e eu nos cercamos de estratégias para atravessar o isolamento com a cabeça erguida. Logo passaria. Entre os planos de fazer caminhadas regulares pelo bairro e aulas de pilates no tapete da sala pra ninguém virar uma geleia, fixamos na porta da geladeira uma folha de papel. A ideia era anotarmos os livros que cada um de nós terminaria de ler durante o confinamento que, afinal, poderia durar várias semanas. Haha. Várias semanas... O isolamento se prolongou muito além de nossos piores prognósticos iniciais; várias estratégias "temporárias" transformaram e se apropriaram de nossa rotina. Ainda fazemos pilates na sala, fazemos caminhadas e damos pedaladas possíveis. Mas, com o passar dos meses, a folhinha da porta da geladeira foi preenchida frente e verso até ser arrancada e jogada no lixo com certa irritação: parecia um símbolo das estimativas erradas. Seguiríamos lendo "na quarentena" por tempo demais. 

Mas a raiva era direcionada ao contexto da pandemia, não aos títulos listados ali. Por mais que a leitura não seja, é claro, exclusividade dos tempos pandêmicos, em 2020 ela foi mais do que nunca um bote salva-vidas ou, ao menos, salva-sanidade. Como sempre, foi janela e farol. Foi também conversa e boteco, viagem e acampamento. Segue a lista das obras que mais me tocaram nesse ano tão estranho. Num ano passado praticamente dentro de casa, foi a bordo delas que saí por aí, por outras paragens, em outros tempos, outros mundos. 


***


2020 foi o ano em que os audiolivros entraram definitivamente em minha rotina. Além de ouvir livros enquanto aspiro o tapete, sigo amiguinha dos ebooks, que, aqui em casa, convivem em harmonia com os bons e velhos (e lindos) impressos. Só porque decidi que sim, destaco aqui o que de melhor li ou ouvi em cada um desses meios.

Impressos: li relatos biográficos e algumas excelentes obras contemporâneas, mas as melhores páginas viradas foram daqueles livros que você termina e diz: é... não é clássico à toa. 

1. Ulysses, James Joyce (li capítulos intercalados no original e na tradução de Caetano Galindo)

2. Os miseráveis, Victor Hugo (tradução de Frederico O. P. de Barros)

3. São bernardo, Graciliano Ramos. 


Ebooks: essa coisa de comprar um livro com apenas um clique ainda vai ser proibida, cês vão ver.

1. O problema dos três corpos (e os outros volumes da trilogia: A floresta sombria e O fim da morte),  Cixin Liu (tradução de Leonardo Alves)

2. Sobre os ossos dos mortos, Olga Tokarczuk (tradução de Olga Baginska-Shinzato)

3. Austerlitz, W.G.Sebald (tradução para o inglês de Anthea Bell)


Audiobooks: dei preferência aos clássicos, apesar de também ter ouvido alguns poucos contemporâneos. Foram mais de trinta obras que tornaram as faxinas bem mais palatáveis. Passei a admirar o trabalho de alguns narradores fantásticos que várias vezes me fizeram achar que eu estava sentada diante de uma fogueira ouvindo uma história, não lavando louça. Destaco três autores, mas poderia citar trinta e incluir Thomas Hardy, Elizabeth Gaskell, H.G.Wells, Henry James, Mark Twain, Mário de Andrade, Rubem Fonseca, D.H.Lawrence...

1. Emma, Jane Austen (tradução de Therezinha M. Deutsch, narração de Deborah Bapt)

2. The scarlet letter, Nathaniel Hawthorne (narração de Glen Reed)

3. The old man and the sea, Ernest Hemingway (narração de Donald Sutherland)


Brincando de the oscar goes to, sem exclusividade:

Melhores não-ficção: A sangue frio (Truman Capote, tradução de Sérgio Flaksman, impresso), Born a crime: stories from a South African childhood (Trevor Noah, eBook), A ridícula ideia de nunca mais te ver (Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, eBook)

Melhor ficção científica: a trilogia do Problema dos três corpos citada acima 

Melhor livro de contos: Fugitiva (Alice Munro, sempre maravilhosa, tradução de Pedro Sette-Câmara, eBook)

Melhor conto lido por aí: The embassy of Cambodia (Zadie Smith)

Melhor livro de autor/a nacional: A ocupação (Julián Fuks, impresso) e O pai da menina morta (Tiago Ferro, eBook) 


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O tecido


(Sua voz ainda chama meu nome.) 

A morte de Tia Maria. Nossos bichos de estimação que você nunca viu. Os amigos que entraram em minha vida. Os reencontros. A reforma que fiz em minha casa. As fotos das crianças que nunca mais revelei. Quase toda a infância de meus filhos. Os adolescentes que tenho em casa agora. O tamanho deles. Seus  netos no piano, você ia gostar. O vestido verde que você teria aprovado. As coisas que aprendi a cozinhar. As miudezas da rotina: não preencheríamos todos os papiros e papéis? "Tempo, o tecido da vida." 

E tudo que não foi. O que você me contaria e o que me perguntaria. As videochamadas que nunca fizemos. Nosso assombro em comum diante das notícias do mundo.

O mundo, aliás. Você estaria muitíssimo impressionada. 

Dez anos sem você. Todas as conversas que não tivemos existem em linguagem feita de uma substância diferente das palavras. Elas insistem. Inventei o lugar delas. Eu me volto para lá (cá) e busco sua mão. Atravesso algumas ruas mais turbulentas assim, compartilhando o espanto com sua presença em mim. 

Dez anos. 



50

Você tem um jeito de falar, especialmente quando tá empolgado ou achando graça de alguma coisa, falando de música ou de nossos filhos, que você traz desde a juventude. Não sei o nome dessa coisa, mas eu a reconheço diariamente. É como um bilhete de viagem no tempo, um bilhete muito engraçado que me permite voltar ao passado e estar no agora, a uma só vez. É essa coisa sem nome que me faz experimentar de forma tão nítida a sensação de alegria prolongada que tem permeado minha vida. Ela já me salvou muitos dias, já me salvou de muitos dias. Ela faz de você uma pessoa tão boa de ter por perto. 

Gostam de perguntar por aí o que diríamos às nossas versões jovens se pudéssemos voltar no tempo. Eu diria: sim, diga sim. Ao que o meu eu jovem responderia: "Eu sei." Pois é, eu sempre vi. E não há coisa melhor do que confirmar todos os dias a alegria vislumbrada há tanto tempo. 

Hoje você faz 50 anos. Sem festa, em casa, mas com as janelas virtuais abertas para os muitos que gostam tanto de você também. A festa virá, será bom festejar com barulho e conversa, sempre é. Por enquanto, ficamos aqui, exercitando nosso esporte favorito de quarentena infinita: comer o que cozinhamos. Fiz seu bolo de aniversário e sua sobremesa favorita, o pão que você adora. A Amanda fez biscoitos com seu nome. O Arthur inundou a casa de música e alegria (filho de peixe...). Eu queria um presente a altura do que você é em nossas vidas, mas aí é pedir demais. Coitados dos presentes possíveis. 

Senhor Ulisses de 50 anos, não preciso nem pedir. Eu sei. Que você não perderá aquela coisa sem nome. Meu bilhete de alegria.

Feliz aniversário, meu amor.  



As letrinhas que faltam na sopa


Durante muito tempo fui leitora de um livro só. Um por vez, entenda-se. De uns tempos pra cá, sabe-se lá por qual motivo, dei pra iniciar leituras paralelas. Normalmente, mas não necessariamente, olho em volta e há uma leitura em andamento em livro impresso, outra no kindle e um audiolivro para ouvir durante tarefas enfadonhas. Ou um literário qualquer, um não ficção, uma antologia de contos. Varia com as marés. 

Nessa sopa de letrinhas, ocorre aqui e ali de um livro ficar meio encalhado, enquanto me ocupo de outro, vai da lua. Dia desses, comprei uma cópia impressa do Escola de Tradutores, do Paulo Rónai, livrinho antigo que há muito eu queria ler. Li uns três ou quatro capítulos, larguei ao lado do computador -- na mesa da sala convertida em escritório durante esse confinamento (sem-fim-namento), já que o escritório propriamente dito foi convertido em sala de aula do filho mais velho -- e comecei a ler o Oráculo da noite, livro sobre a ciência a história do sonho, do cientista brasileiro Sidarta Ribeiro. Enquanto lia o Oráculo, comecei a ouvir The ambassadors, do Henry James, porque... porque Paris, talvez.   

Acontece que, nesse meio tempo, minha amiga Luciana, por falar em Paris, fez uma postagem sobre "As ligações perigosas", o filme, que ela tinha acabador de rever pela zinquenquésima vez, o que me fez pensar no livro do Choderlos de Laclos, que, coincidentemente, eu tinha acabado de acrescentar à minha listinha de desejos por causa de um texto sobre ele em outro livro, outro papo. Dei uma fuçada aqui e ali para decidir que tradução comprar, porque, vocês sabem, coitado do meu francês eternamente pré-intermediário nos dias de sol, quase inexistente nos de chuva. Descobri que a tradução de Sérgio Milliet era ponta firme, fui nela. Um sebo bacana enviou o livro sem demora, pus na pilha para depois do Rónai (que, a essas alturas, eu tinha retomado, pois já havia parado de sonhar com o Sidarta, algo assim). 

Coleciono pequenas coincidências insignificantes. Dois dias depois de receber meu exemplar de Relações perigosas (esse é o título na tradução de Milliet),  vejo no livro do Rónai que ele dedicou um capítulo inteirinho às traduções em língua portuguesa de Les liaisons dangereuses. Vi e falei oba. Li e falei droga. Aprendi com o Rónai que o Choderlos de Laclos, quando lançou o livro que lhe deu fama eterna, fez um jogo de cena semelhante ao de Daniel Defoe ao lançar Robinson Crusoé: fingiu para seus leitores que sua obra não era ficção coisa nenhuma, que aquelas cartas (Les liasisons é um romance epistolar) teriam sido encontradas em tais e tais circunstâncias e coisa e tal  (na primeira edição de Robinson Crusoé, o nome de Defoe sequer aparecia, esperava-se que o leitor acreditasse em todas aquelas aventuras narradas por um sujeito que de fato se chamava Crusoé). 

E daí? E daí que o Rónai me conta que, na tradução de Milliet, a introdução do autor sobre as cartas, o jogo de cena "isso realmente aconteceu", foi eliminada. A tradução que comprei começa com a primeira carta, deixando de fora a introdução da obra original - não era um prefácio a uma edição específica, mas parte integrante do texto de Laclos. Se eu tivesse avançado no livro do Rónai um pouco mais, antes de comprar meu Relações perigosas, provavelmente teria escolhido outra edição, uma que contivesse o texto completo.  

Moral da história: não tem. Acontece, quem mandou interromper o francês. (Imagino que nem seja difícil encontrar o texto de Laclos traduzido para o português ou o inglês na internet; mas há certas obras que gosto de ler no sofá, virando as páginas; essa, então, por mim, podia até ter os envelopes para a gente abrir - ou o selo de cera pra gente romper? o lacinho para desamarrar o rolinho de papel?)

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Fiquem bem. Não acabou ainda, mas a saída do túnel é logo ali.  


Meu passeio com Ulysses


"Essas areias pesadas são linguagem que maré e vento assorearam aqui."

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Meu sim foi há muito tempo em uma livraria de Campina Grande, durante a graduação em Letras. Foi um sim adiado. Joyce era o cara "que tinha influenciado Clarice", a do coração selvagem. O livro imenso, cercado por certa aura grandiloquente, me pareceu muito, deixei pra depois. Muitas horas se passaram e formaram anos. Um dia, me vi em uma biblioteca pública inglesa de onde saí com os contos de Dubliners embaixo do braço. Simpatizei com o moço. A simpatia virou um flerte mais intenso quando, mais um tanto bom de horas depois, em Santa Catarina, uma leitura mais cuidadosa de The Dead (Os mortos) me fez recordar aquele sim. Um novo tanto de tempo depois, puxei Um retrato do artista quando jovem da estante, conheci Stephen e reencontrei Clarice. Praticamente uma dança das horas prolongada.


Pois bem. Hoje terminei minha primeira leitura de Ulysses. Várias imagens fazem pleno sentido agora: o burburinho infinito em torno do dia 16 de junho; o leitor que larga o livro no capítulo/episódio 3; quem morre de rir; quem se encosta no sofá, respira fundo e se joga; quem se cerca de livros, manuais, dicionários e lupa. E acho que tudo cabe. Há várias maneiras de se ler qualquer livro, é assim com Ulysses também. A minha leitura começou com certa reverência (oi, finalmente, vamos lá?), passou por visitas frequentes à tradução mais recente no Brasil (inclusive, li alguns capítulos integralmente ali), oscilou entre o riso e a compaixão (acho que Bloom não ia gostar de ouvir isso), me levou de volta aos contos de Dublinenses

Há quem ache que não faz diferença conhecer ou não a Odisseia de Homero para se apreciar Ulysses. É verdade, de certa forma o livro se basta, nenhuma dúvida. Porém achei bom conhecer, saber do que tratam as passagens do poema épico que, afinal, ronda a estrutura do livro. Saber o que se passou com Odisseu quando ele se deparou com o ciclope, por exemplo, deu mais graça ao episódio da taverna, em minha leitura (pessoal e intransferível), o que não é o mesmo que dizer que não saber nada do ciclope impeça alguém de apreciar o texto de Joyce. O mesmo serve para Hamlet, outro texto quase onipresente ao longo do livro. O fato é que Ulysses me parece se beneficiar de um modo muito particular das leituras prévias com as quais passeamos por suas páginas. Fico tonta só de pensar no tanto que certamente não vi - ainda assim, valeu o passeio. Sempre vale.  

De tanto querer ficar frente a frente com Leopold Bloom, é possível que o reencontro com Stephen Dedalus (protagonista de Um artista...) nos capítulos iniciais de Ulysses tenha me deixado inquieta. Talvez por isso o quarto capítulo, no qual somos apresentados ao casal Bloom, tenha para mim o selo de primeiro momento queridinho do livro. A partir daí, seguindo as andanças do protagonista ao longo do dia, gostei especialmente dos episódios que se passam no cemitério, na biblioteca e no hospital. Minha palavra para Ulysses é ternura, e talvez nesses episódios as atitudes de Leopold Bloom que suscitam essa ternura me pareçam mais evidentes. Há deslocamento e solidão e às vezes um quase apagamento que me deixavam com vontade de consolar o moço. Ou de ouvi-lo de verdade, prestando atenção - que é, me parece, algo que o faria muito bem. Ser ouvido. 

Se, contudo, o foco estiver na técnica narrativa, vou ter trabalho para escolher meu episódio favorito. Falei um pouco disso aqui. É mais fácil apontar o que me cansou e me fez torcer pelo final do capítulo: a estrutura soluçante do episódio alucinado no bordel demandou paciência. O conteúdo hilário salvou a leitura. 

O famoso monólogo de Molly Bloom está lá em toda sua glorificada fama. Mas é o capítulo que o antecede, a volta para casa na madrugada, que certamente vai me fazer reabrir o livro de vez em quando. Fiz um filme dele em minha cabeça.

2020, apesar de toda sua insistente chatice, tem sido um ano de leituras bem interessantes. Ulysses merecia um ano melhor, admito. Mas vou encarar diferente, como inspiração. O dia mundano de Bloom é todo permeado pelo que de melhor o humano tem e faz: busca, contemplação reverente diante da enormidade da natureza, compaixão, amor filial, amor universal, arte, ciência, os labirintos fascinantes de nossa mente (estou deixando de fora os elementos menos nobres, não reparem). E é assim, no fim das contas, um dia de cada vez. Sabemos que cabe a história inteirinha da humanidade, com toda sua inquieta filosofia e exuberante evolução, nas 24 horas de cada dia. É só a gente prestar atenção. Ulysses é isso: um livro de prestar atenção.  

***


"-Mas não adianta, ele falou. Força, ódio, história, isso tudo. Isso não é vida pros homens e mulheres, ódio e xingamento. E todo mundo sabe que é exatamente o contrário disso que é a vida de verdade.

-O quê? o Alf falou.

-Amor, o Bloom falou."

A dança das horas


 "De um canto correm as horas matutinas, cabelouradas, exíguas, em donzélico azul, cinturasdevespas, com mãos inocentes. Velozes dançam, girando suas cordas saltantes. 

As horas da tarde seguem em ouro ambarino. Rindo, braços dados, altos pentes reluzindo, refletem o sol em espelhos derridentes, erguendo os braços. (...)

As horas matutinas e vespertinas valsam em seus lugares girando, avançando umas até as outras, moldando suas curvas, curvando-se visavis. (...)

As horas do crepúsculo avançam de longas sombrasterrenas, dispersas, deixando-se ficar, olhânguidas, faces delicadas com hena e falsa flor tênue. Vestem-se em gaze gris com escuras mangas morcegas que tremulam à brisa terral. (...)

As horas da noite vão furtivas para o último lugar. Horas matutinas, vespertinas e crepusculares retiram-se antes delas. Estão mascaradas, com cabelo adagado e braceletes de sinos foscos. Exaustas, memesuram veladas. (...) 

Arabescando exaustamente elas tecem no chão um padrão, 

tecendo, destecendo, mesurando, regirando..."

(Trechos extraídos da tradução de C. Galindo para o Ulysses de J. Joyce.)

***

Dançam as horas nos delírios de Leopold Bloom; a noite já vai alta, e os capítulos finais se avizinham. 

***

"From a corner the morning hours run out, goldhaired, slim, in girlish blue, 

waspwaisted, with innocent hands..."


Flying flower


A primavera que vem aí vai encontrar nossa casa mais florida do que o habitual. Graças aos cuidados persistentes do Ulisses ao longo de meses, nossas orquídeas floresceram todas, competindo em cores, formas e tamanhos pelo  posto de mais linda. Ou de mais abundante. Achei bem a calhar ter agora uma sala mais colorida, ainda mais por flores que se prestam muito bem a um simbolismo de algo duradouro, bonito no presente, com promessas de um futuro com cores também. Queria dá-las todas a você, minha pequena grande adolescente. Bem, elas já são suas, mas acho que me faço entender. Queria dizer que em meio a esse deslumbre que tenho celebrado diante de nossas orquídeas tenho visto nelas o reflexo do que você trouxe para nossas vidas: a redescoberta diária das cores do mundo. É claro que a comparação é limitada: queriam as orquídeas ter as asas que a vejo cultivar todos os dias. Mas aceite esse jeitinho meio torto de lhe dizer o quanto de beleza você nos trouxe. 13 anos. Acabou-se a infância "oficial", e nós esperamos que as coisas mais valiosas dela a acompanhem vida afora, para sempre: a entrega ao sonho, o entusiasmo diante da descoberta, o prazer intenso e insubstituível de uma boa fatia do seu bolo favorito. Que a menina que você foi até aqui seja sua boa companheira nos anos que virão, que ela a chame para brincar todos os dias. Amo todas as suas cores, minha querida menina. Seja feliz, livre e dançarina. 


Por esses dias, amarelo é sua cor favorita. A flor da janela tá acenando pra você nessa sua manhã ensolarada. Feliz aniversário, moleca.  



 
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