Ulysses, Ulysses e Sim

Escrevi assim no Face:

Não sei vocês, mas eu tenho cá aqueles livros que "um dia vou ler"... e nunca, né. O nunca pode ter várias razões, de fila infinita a não encontrar o livro nem em sebo. E há aqueles que não leio porque deliberadamente decido que ainda não. Ainda não é hora. Ainda não tô com vontade suficiente. Ainda não tenho saco para essa conversa. Ainda não li aquele antes. Pois bem, Ulysses é um "ainda não". Ou foi, até agora. Adiei por tudo: tempo, suspeita de não estar com disposição para uma leitura que obviamente tem lá suas exigências, certeza de não estar no clima -- cada hora trazia seu motivo. Nunca a falta de curiosidade. Desde que me deparei com o volume de capa branca, não faço ideia da editora, há milênios, na época da faculdade, pensei "um dia". Depois de ler contos do Joyce, cogitei. Depois de Retrato do artista, cogitei. Depois de ler sobre, adiei. Depois de ler mais sobre, ouvir palestras sobre, ouvir tradutores sobre, quis muito. Pois bem, agora vai. Comprei original, a tradução do Galindo, além do "Sim, eu digo sim", o guia de leitura também do Galindo (este último em ebook). Tem um pouco de "finalmente", mas só um pouco. É finalmente porque quero faz tempo, mas ao mesmo tempo não é; porque não acho que exista leitura obrigatória. Obrigatório é comer bolinho de chuva e admirar a lua. Se é pra ler literatura, que seja com entrega. Lá vou eu.

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