Bairro Alto, Chiado, Estrela - "...quando me debrucei da janela altíssima..."


Caminhar com alguma noção do espaço, mas sem medo das esquinas imprevistas, talvez seja uma das melhores maneiras de se descobrir uma cidade. Em Lisboa, isso é muito verdadeiro. Certo dia, saímos pelo Bairro Alto e Chiado pra ver qual era. Vimos sacadas, azulejos, casarões que me faziam pensar em Floripa, livrarias, cafés, igrejas, bondes. Almoçamos numa rua que se chama Alecrim e que tem palácio, poeta e musa. Pegamos um bonde (digo, um "elétrico") para ver onde dava. Dava em Estrela, onde vimos outras sacadas, azulejos, jardins, esquinas, cafés. De labirinto em labirinto, pedimos licença e fomos passando. 

Um cantinho do exterior da Igreja do Carmo, afetada pelo grande terremoto de 1755. Começamos ali nossas andanças pelo Bairro Alto.










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A Igreja de São Roque exibe simplicidade na fachada e muita riqueza no interior. Uma de suas capelas foi construída em Roma por arquitetos italianos, ornada com pedras, mosaicos, mármores, ouro e que tais de todo tipo. Em seguida, foi desmontada e enviada a Lisboa em vários navios. Esse negócio de colônia rendia um dinheirinho. A todo tempo, Lisboa me fazia pensar em seus vínculos com o lado de cá do oceano, e acho que qualquer brasileiro que goste de História caminha por alguns recantos com um gostinho agridoce na boca. Observem no canto inferior direito da foto abaixo a escultura de um jesuíta com crianças indígenas aos seus pés. Pois.

 




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Vai um soneto aí?

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre do sentir." "Ah, cara, te entendo demais."
Eça, o melhor Queiroz., e sua musa.


Interior da Basílica da Estrela



Ladeira à vista.

Pura enganação, não jorrou nada.
(Continua...)
Mais de Lisboa aqui e aqui.

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