Em busca do equilíbrio perdido


Contamos e descobrimos que essa foi a 15ª vez. Acho que a gente acampa para, no meio de tanta loucura, buscar equilíbrio.


Equilíbrio que, sabemos, é fácil perder.


Assim como sabemos que é preciso insistir.


Para depois poder celebrar as superações. ;-)




Só assim podemos ajudar os outros na busca por seu próprio equilíbrio. 




Se tivermos sorte, quando o mundo gira, recebemos o benefício de volta. Acho que é por isso que a gente acampa. Pra dar e receber.


Acampando a gente tem a chance de se inspirar em outras equipes. Na água...


No ar...


Na terra.



Mas também é verdade que a gente acampa para observar flores aquáticas.



E amar.

Tem outra coisinha: a gente acampa para estar lá quando o pintor acorda, para ver as primeiras pinceladas do dia. 





É lindo o espelho do céu na lagoa. Por isso a gente acampa.


E também para escolher bem onde armar a rede, técnica importantíssima de sobrevivência.




Há quem diga que só acampamos para dormir sob e sobre o verde. Não nego.


Há entre nós quem acampa para fotografar a madrugada* e revelar no dia seguinte, a quem não sofre de insônia, o esplendor do nosso teto noturno. Enquanto isso, há quem durma na rede sem temer os insetos, embalado pelo silêncio da lagoa. O silêncio noturno no acampamento, verdade seja dita, sofre abalos. Roncos (quem nunca?), campistas afoitos que desrespeitam o sono alheio, gatinhos miando entre as barracas. Mas, cedo ou tarde, a calmaria assume as rédeas, enquanto as estrelas nos espiam e piscam para nós lá do infinito. A gente interpreta as piscadelas assim: voltem sempre, seus lindos.   




*Fotos noturnas feitas pelo @arvidauras


 
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