A casa da casa


Minha filha adora cozinhar. Quando convido para fazer um bolo, ela vibra como quando convido pra jogar alguma coisa. Na verdade, na maioria das vezes, é ela quem me convida. Recentemente passei a ficar mais tempo em casa, e ela anda toda animada calculando que isso significa mais tempo com ela na cozinha. Na realidade, não tem sido bem assim ainda, mas já conseguimos alguns avanços. Ontem, quando chegou da aula de handebol, eu já estava com o jantar encaminhado, toda feliz brincando com meu livro novo de receitas que ganhei de uma amiga. Ela, obviamente, protestou. Sentiu-se traída. Como assim, eu estava cozinhando sem ela? Justo. Passei o bastão e fiquei de assistente. É muito bom esse momento do dia, todos em casa, comidinha sem pressa, sem relógio, o conversê tomando conta. A cozinha é nossa casa dentro de nossa casa, o canto onde nos alojamos para pitacos, novidades, DRs, barulho de todo mundo falando junto, broncas, papos sérios que descambam em risadas. Olho para a Amanda no fogão, um olho no livro, outro na panela, toda animada se achando a chef, e acho tão gostoso. Quero tanto que ela se lembre. Que é tão bom. 



Forre a assadeira untada com rodelas de batatas pré-cozidas em cozimento ultrarrápido.

Cubra com frango desfiado que sobrou do almoço, misturado a cebola e alho refogados em azeite, sal e pimenta, regados com molho de leite, manteiga e farinha de trigo.

Mais batatas.

Dê uma conferida no livro da outra Rita. 

Cubra com o resto do molho.

Faça chover parmesão.


Vá conversar ou arrumar a mesa.

Esqueça de fotografar o prato pronto porque o cheiro estava divino, handebol dá fome e todo mundo avançou. 

2 comentários:

Patricia Scarpin disse...

A alegria que esse post me dá, nem posso descrever.

Patricia Daltro disse...

Post delicado e duplamente gostoso. :)

 
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