Why do you go camping?


Os planos eram acampar por quase uma semana. Nem todos podiam, porém, e a previsão do tempo nos fez mudar de ideia de vez. Abreviamos e ficamos por quatro dias. O céu permaneceu boa parte do tempo nublado, valorizamos cada raio de sol. Uma chuva fraca veio na véspera da partida, mas a madrugada que prometia ser de chuva foi serena. O dia seguinte amanheceu bonito e ensolarado. Ainda assim, mantivemos a decisão e o bom senso. Confiamos na previsão, empacotamos tudo num timing perfeito: foi só guardar a barraca no carro para a chuva prometida chegar. Abrigados na área de apoio do parque aquático anexo ao camping, fizemos nossa última refeição em bando, rimos da muvuca - e partimos, pensando nos feriados de 2018. Amigos disseram que tenho um vício. Eu não quero a cura. ;-)

***

A gente acampa:

pra ver as crianças brincando ao ar livre o tempo (quase) todo;
pra ver criança cochilando no solzinho de fim de tarde;
pra comer bolo de rolo trazido pela amiga que acabou de chegar do Nordeste;
pra ver a infância deles indo embora, a adolescência logo ali;
pra fazer de conta que o galho é um microfone;
pra sair da barraca cedinho e ver o sol nascer na lagoa, nem que seja pra voltar pra barraca depois;
pra tomar café da manhã com os quero-queros;
pra tentar pescar o almoço, sem sucesso, mas quem liga, é legal mesmo assim;
pra botar um chapéu assim que o sol aparece e fazer pose cazamiga;
pra curtir a lua mesmo quando ela se esconde, pra contar estrelas e adivinhar que a chuva não vem, e errar e tomar chuva, e fazer foto embaixo da lona cazamiga;
pra olhar em volta e dizer "uau", toda vez;
pra jogar canastra e ganhar muito, ganhar forte, ganhar demais, não se lembrando de quando perdeu, talvez porque está com medo dos besouros esquisitos que a lanterna atrai;
pra tomar vinho e ouvir música velha;
pra fazer balada com as crianças tarde da noite, sob as estrelas, porque no acampamento pode;
pra ver as crianças dormirem no carro, exaustas, durante a volta pra casa;
pra perguntar: quando é o próximo feriado?






















 





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(A volta nos trouxe para uma Floripa que encarava chuvas fortes há dias. Já se vão outros dois desde que voltamos, segue chovendo. O cenário é preocupante em algumas áreas, muito triste em outras. A previsão do tempo é ruim. Se no camping torci para ela estar errada, agora nem se fala. Eu gosto de chuva, mas, please, baby, enough.) 

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