After the rain


Depois de cinco dias de chuvas intensas, Floripa teve manhã e tarde de sol. A tempestade no final do dia foi rápida e mais barulhenta do que aguacenta - os trovões assustaram, o dia escureceu, mas a chuva foi suave. A tarde voltou a ter céu azul e no final do dia as crianças brincavam no quintal como manda um verão normal. Sequei roupas, tapetes e tralhas do camping, lavei lençóis - quanta diversão, hein? A melhor parte: limpei o quintal e fiquei de fuxico com as plantas e os passarinhos que voavam faceiros, certamente celebrando o sol também. Uma libélula imensa entrou na sala, a tola, e passou horas se debatendo contra o vidro da porta. Triste sina num dia tão colorido lá fora.

No mais, temos suculentas. 




E vasos coloridos - gosto mais deles do que das flores, mas eu precisava de uma planta resistente ao sol (hahaha, sou uma otimista) e a única opção disponível na floricultura eram os kalanchoes - ou temperinhos, mas esses já habitam a hortinha. Aposto que vou trocar e torrar algumas plantinhas, veremos.



É preciso fotografar enquanto há tempo - Amanda normalmente colhe antes do tempo, quando ficam laranjinhas. "São fofos", diz a devoradora de tomates.




"And yet it was a lovely flower, 
Its colours bright and fair; 
It might have graced a rosy bower, 
Instead of hiding there."  (The violet, by Jane Taylor)







Andei pela casa arrancando galhinhos secos e flores murchas dos vasos. Segundo o Van Gogh, nem precisava.


Esse vasinho com cara de urna - posso chamar de urna, Fal? - guardará nossos melhores momentos de 2018. Pequenas anotações aleatórias, qualquer coisa que nos faça rir ou simplesmente sentir alegria por estar nesse canto do mundo, e que fatalmente esquecemos logo depois, soterrados na rotina. A serem lidas na última noite do ano. Hoje seria algo como "ufa, parou a chuva". 

Te quero cheia, baby.

2 comentários:

Anônimo disse...

Fiquei a imaginar a noite última, as leituras e senti vontade do tempo em que dezembro era frio, chocolate quente, mantas e lareira. Minha mãe também tinha rituais... ai ai ai
Lindo post, perfeito para depois de uma chuva.

Rita disse...

Esse dezembro tá mais fresquinho do que o usual por aqui. E os rituais: os que têm sabor de comfort food são os melhores. Bj!

 
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