Hugs in green


Borboletas apressadíssimas agitam suas asas pretas e amarelas nas primeiras horas da manhã; pra completar o baile, o vento balança os galhos da buganvília da casa vizinha (que generosamente invade minha garagem) e a foto fica assim, horrível, toda tremida. Mas elas são idênticas às borboletas com quem eu conversava no recreio da escola muitos anos atrás e por isso insisto na foto.



Minha amoreira tem amoras fora da estação. Espero que amadureçam negras e suculentas, apesar do atraso.

Roubei essas violetas de uma amiga. São cacheadas e abundantes, do jeitinho que eu gosto. 
A mesma vizinha que me empresta a buganvília me dá maracujás. O pé desbravou a barreira de palmeiras e invadiu meu quintal, mas não estou pensando em reclamar. 



Essas não dão flores ou frutos, mas né, nem faz falta.

Já a cebolinha cresce tão rápido na hortinha que não damos conta de cortar. E floresce lindamente.

Dracenas no quintal pensam que são girafas. 



Sintam o cheirinho.

Pensamos em retirar a armação do toldo para limpeza e manutenção, mas como desfazer esse abraço?
Promessa é dívida. 



Pinta, sol.

Quando nos mudamos, dez anos atrás, esse ipê era não mais do que um graveto com meia dúzia de folhas. Hoje me assusta nos dias de ventania mais forte.
***

Para além do calendário ou dos movimentos do planeta, a primavera pode ser um estado de espírito.

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