Big little things


O marcador deste post é #vidinha, a tag com que rotulo os posts que falam de miudezas. Mas deveria ser #vidão, já que na verdade é nos cantinhos da casa, das letras, das conversas onde normalmente encontro os maiores sentidos, onde cabem todos os aumentativos.

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Meu vaso mais valioso: pintado pelo Arthur, aos dois anos.

Um vaso que não combina com nada e que, por isso, cada dia está num lugar diferente. Vai ganhar flores pequeninas em breve, prometo. 

A estante da Amanda, onde eu poderia morar. Observem como a corujinha se esforça para recolher a sujeira que a planta espalhou.

Um outro canto da mesma estante. O livro de origamis é o queridinho do momento. Há sapos de papel pela casa.

Um filtro de pesadelos, segundo ela me contou.


No quarto do Arthur, o Spiderman aguarda o salto do Peter Pan. Faz tempo.

Uma outra versão de Peter Pan, mas essa cresceu. Restam fragmentos de infância no quarto do quase adolescente.

Mulheres que amo e que são luz.
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"Nossos filhos acertarão as contas, como nós, com os pequenos e grandes abalos que irão subverter o que hoje lhes parece estável e definitivo. E aprenderão à própria custa, como nós, que nada, no bem e no mal, nos é dado para sempre e que nossos direitos fundamentais devem ser continuamente reconquistados." - 
Elena Ferrante, em Frantumaglia.

1 comentários:

marina w. disse...

feliz por poder, de alguma maneira, participar de um cenário tão lindo <3

 
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