Ciência, substantivo feminino


Acompanhei pelas redes a espera pelo lançamento no Brasil da tradução de Women in Science: 50 fearless pioneers who changed the world, escrito e ilustrado por Rachel Ignotofsky. Assim que as vendas online foram anunciadas, encomendei um. Aqui o livro recebeu o título As Cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo (Ed. Blucher, tradução de Sônia Augusto) e é tão caprichado quanto me pareceu na fase de divulgação pré-venda. A edição em capa dura traz um resumo da vida e trabalho de 50 mulheres que dedicaram parte de suas vidas a vários campos da Ciência. Mesmo que a grande maioria delas não tenha recebido a atenção dos holofotes como seus colegas cientistas do sexo masculino, o livro mostra um pouco das grandes contribuições do trabalho delas para os avanços científicos que mudam a vida da gente.



Os minicapítulos contém uma página com ilustração, curiosidades e uma citação da cientista, e outra com um resumo de suas pesquisas e trajetórias. Muitas são absolutamente desconhecidas para mim, outras conheci recentemente através de trabalhos das crianças para a escola (como a Hipátia, que o Arthur me apresentou outro dia); somente algumas poucas já me eram familiares.



No meio do livro ilustrações apresentam instrumentos de laboratório. Há ainda um pequeno glossário, uma lista de fontes sobre as cientistas que inclui filmes, sites e livros, e uma breve conclusão atiçando a meninada a se jogar na Ciência.



Pode ser que Amanda decida montar uma banquinha de vender doces quando crescer. O sonho do momento, contudo, é ser cientista, qualquer coisa que a leve para o espaço. A brincadeira do momento é vestir seu jaleco de cof cof cientista, chamar a amiga-colega-doutora e se trancar no quarto brincando de descobrir novos elementos químicos e investigar a matéria escura. Desnecessário dizer que ela adorou o livro.


Um detalhe do livro de que ela gostou especialmente. ;-)
Rachel Ignotofsky é designer gráfica e usa suas ilustrações para difundir educação e formação científicas lado a lado com visibilidade feminina. Para a edição brasileira, a tradução, coordenação e produção editoriais, preparação e revisão de texto, diagramação, coordenação de marketing e divulgação foram realizadas por mulheres. O resultado ficou lindo. Recomendo para curiosos de qualquer idade. 
  

5 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

já quero.

Sinara disse...

Que delicia! Parece muito bem trabalhado. Quem é a tradutora, Rita? Fiquei curiosa... Vou comprar também! Bjs

Rita disse...

Sinara, muito obrigada por seu comentário! Como posso ter esquecido, justamente nesse livro? Sempre informo os tradutores dos livros escritos em língua estrangeira que leio na versão em português - e bem num post sobre um livro que festeja a visibilidade das tradutoras, hahaha. Sorry. Está lá a informação no post já corrigido, chama-se Sônia Augusto.
Beijos!

Sinara disse...

Kkkkkkk No worries... Conheço o seu cuidado e atenção com os tradutores. Sonia Augusto. Obrigada! Bjs

K disse...

Lembra muito o Historias de Ninar para Garortas Rebeldes que é todo ilustrado e conta historias de mulheres incriveis. Ja vou querer esse tambem. Valon tambem quer ser cientista. Ela viu que se vc estuda na USP, qualquer quer que seja a area, vc pode fazer um curso. Esta no Guia do Estudante como Curso secreto da Usp. Ele forma pesquisadores nas diferentes areas do conhecimento. Ela disse que é exatamente o que ela querma sinfelizmente nao temos como mante-la longe de nossa cidade mesmo a universidade sendo publica.

 
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