Meme (abandonado) dos livros - dias 07, 08, 09 e 10 ou quase isso

É, amigos, não tá fácil para os blogs. Memes abandonados, posts adiados, tsc tsc. Enfim. Sigamos. Chega de "amanhã eu escrevo" vamos logo resolver isso - ou não.

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Um livro que mais te ensinou sobre sexo

Não faço a menor ideia. Como disse lá no Face (onde os memes não param), aprendi na prática, hohoho. Mas eis que me lembrei agora das muitas tardes passadas no jardim devorando os volumes das antigas séries de Sabrina, Julia e Bianca, romances receitas-de-bolo com cerca de 200 melosas páginas recheados de encontros, desencontros, cabelos ao vento, amor à primeira vista, corpos bronzeados e quase sexo. As cenas "eróticas" das Sabrinas eram mais insinuações do que descrições, mas a imaginação fazia o resto. Aprendizado ou idealização, tanto faz, não sejamos tão rigorosos... Depois vieram os livros da série Momentos Íntimos, onde a mesma receita
encontros-desencontros-cabelos ao vento-amor à primeira vista-corpos bronzeados-sexo ganhava pitadas generosas de detalhamento. Entre um "sério?!" e outro, bem que "aprendi" uma ou outra coisinha. (Evidentemente, li coisas mais apimentadas depois disso, mas o meme diz "te ensinou", vejam lá.) 

Um livro que faz viajar

Vamos dizer que, em certa medida, todos fazem. Aí vamos dizer que "viajar" aqui é visitar o diferente, o surpreendente; é descolar-se da gente e botar os pés no nunca antes. É nunca mais ser o mesmo, tal qual nos sentimos quando voltamos, desfazemos a mala e nos sabemos novos, expandidos. Vamos então dizer que esse livro é e sempre será Grande Sertão: Veredas. Como escrevi aqui antes: "Foi mesmo como atravessar o Sertão, uma aventura inesquecível."

Um livro pra levar pra praia

A sacola da praia precisa ser leve, os capítulos hão de ser curtos para intercalarmos com os sorvete e o mergulho. Sol combina com sorriso, então sugiro o suculento e refrescante Nu, de botas, do Antonio Prata. Quem foi criança nos anos 80 certamente se esbalda um pouco mais, mas isso não chega a ser uma condição indispensável à diversão. A prosa solta de Prata é uma brisa boa para qualquer geração. Cuidado para não perder a hora e se esquecer do protetor solar.   

E pra terminar, um livro que é um amante...

Ah, essa deliciosa promiscuidade chamada literatura. Quantos amantes cabem em nossas cabeceiras? A imagem da menina sentada na rede, livro no colo, imortalizada no conto de Clarice, se repete ao longo de nossa vida de leitores jamais satisfeitos, eternamente famintos. Amamos, suspiramos, relemos, de novo, de novo, de novo. Um amante como em Felicidade Clandestina, o conto de Clarice, é desejado muito antes de ser possível. Quando ela finalmente o teve, não o leu de imediato, fingia não tê-lo, idealizou-o o mais que pôde. Mas um amante pode surpreender também. Pode nem ser esperado e de repente virar a vida do avesso. Pode revelar prazeres antes inimagináveis. Clarice é tida por muitos como escritora hermética, de viagens absurdas e frases ariscas. Para tantos outros, é a bruxa, a maga que tudo vê. Seu livro de contos Laços de Família me apresentou a ela, e foi como um arrebatamento, um novo amor cheio de fôlego e portas abertas. Faz muito tempo já, mas alguns amantes deixam marcas para sempre.

 

3 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

Grande Sertão: Veredas <3 esteve no meu meme mesmo sem estar, esteve no livro do Ruy Duarte. Vou com todos que vão nele. E sempre é uma viagem diferente.

E o livro amante, bem no alvo ;-)

Renata Lins disse...

Amei você ter voltado, me deu mais vontade de voltar. Amei suas escolhas, tô com tanta vontade de ler o Antonio Prata....
Ri com os sobre sexo, porque né.
Beijo, lindinha!

Rita disse...

Renata, é pra rir, sim, amore. :-)

 
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