Cestas e dores


Depois do treino de basquete das crianças hoje pela manhã, fomos ver uma partida do campeonato estadual sub-12, Florianópolis x Criciúma. O time de Floripa estava iluminado e logo abriu uma larga vantagem, para alegria do Arthur que tinha alguns amigos em quadra. Cesta a cesta, a vantagem foi se transformando em lavada e quando, no final do segundo quarto, o placar beirava 50 a zero, comecei a torcer por Criciúma - afinal são crianças e pensei na tristeza dentro do ônibus na volta pra casa, depois os amigos perguntando "e aí?, como foi lá em Floripa?". Bom, eles conseguiram se organizar em quadra e fizeram algumas cestas, ufa. Jogaram um pouco melhor no último quarto, ganharam um tico de confiança, tudo certo. A vitória ainda foi acachapante, 84 a 17, mas não foi de zero, pelo menos. Essa sou eu, pareço que torço pelo basquete, mas torço mesmo é pela alegria. (Avisei ao Arthur: em quadra é outra coisa, sangue nozóio, vai pra cima, etc.) É preciso registrar que no último segundo do jogo um dos menores jogadores de Criciúma lançou a bola do meio da quadra e fez uma liiiinda cesta de três pontos, num daqueles lances que enchem os olhos e o coração de quem gosta de esporte. Coisa. Mais. Linda. :-)

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Há um mês venho lendo A grande guerra pela civilização - a conquista do Oriente Médio, do jornalista britânico (radicado em Beirute) Robert Fisk. É como um minicurso de História. Cheguei ao final do primeiro terço do livro com a sensação reiterada de que o ser humano está à deriva, pobre pobre humanidade. Devo ter pronunciado a frase "nada pode superar esse horror" cerca de cinco vezes até aqui. Dores à parte, estou saboreando cada página desse tesouro jornalístico. Ainda falta muito para chegar ao fim do livro, mas já recomendo aos berros. Leiamos, todos.

 
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