"De inverno"


A expectativa era de temperaturas baixas, pelo menos nas caminhadas noturnas ou durante as madrugadas. Tomaríamos chocolate quente para aquecer nossos corpos encolhidos de frio, as crianças usariam toucas e luvas, as mantas reforçariam os sacos de dormir. Seria nosso "acampamento de inverno", livre dos mosquitos típicos de verão. A realidade trouxe temperaturas que beiraram os 30 graus no dia mais quente, noites agradáveis, muitos mosquitos e nenhum chocolate quente. Não contávamos com a lua, que já havia estado cheia há dias, mas ela veio todas as noites, deixando antes um tempinho para a gente curtir as estrelas. Ou seja, erramos quase todas as previsões, acertando apenas no que mais importa: foi bom demais, de novo.

Suspeito que esse foi o acampamento de que Amanda se recordará como um marco em sua infância, o final de semana em que se entendeu de vez com sua bicicleta: captou o poder do freio ou da falta dele, percebeu que a árvore não sai da frente, pedalou com força pra vencer as pedrinhas, gritou uhuuuu descendo morrinho. Junto com o irmão e as amigas, pedalou como se não houvesse amanhã, de manhã cedo, ao longo do dia, noite adentro com auxílio de lanternas. Arthur, que na noite anterior ganhou três pontos no supercílio esquerdo por causa de uma trombada na casa do amigo (festa do pijama com pit stop no hospital), não se fez de rogado e também passou boa parte dos quatro dias de camping em cima da bike; torci muito para que eventuais tombos poupassem a recém costurada sobrancelha - tudo certo.

Em casa, na noite do domingo, eu nem sabia como passar pomada em tantas picadas nas pernas da Amanda - se driblava os arranhões ou fingia que a pomada era um hidratante. "Ah, mãe, coisas de acampamento, né?" Pois. As picadas, arranhões e hematomas vão passar; as lembranças desses dias de cafés da manhã tomados na companhia de gralhas azuis, aposto que não. E as cicatrizes mais persistentes serão tatuagens da infância colorida. 


Fujam, tem um bebê nos seguindo!! 

Dose de beleza e fofice do camping: infinita.

Por causa das aranhas, é proibido largar os tênis pelo chão.

Arrasando no slackline.


Marshmallow chamuscado definitivamente não faz minha cabeça, mas eles adoraram o ritual. 
 
Amanda achou melhor uso para a raquete, já que não conseguia mesmo acertar a peteca. Guitar moment.

De dia ou de noite, é hora de brincar.

Mas a noite é perfeita mesmo para "caçar" siris.


Opa, o que é aquela luz vermelha lá no mar? Um navio?

Que nada... 




Foi o acampamento da superação. A bike agora é amiga, não mais desafio. Well done, my girl!

Parceirão! Monta e desmonta barraca, monta e desmonta brinquedo, oferece ajuda, pega junto. Mandou muito bem no slackline, pedalou como nunca, comeu toda gororoba que a gente inventou. E ainda tinha sempre essa carinha aí.

Até o próximo!

Ufa! (exaustas, coitadas)

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