Acampamento outra vez


Eu ia falar de novo da caminhada noturna rumo à praia sob a lua quase cheia. Das crianças. Do barato que é quando os amigos começam a chegar e aos poucos a "vizinhança" de barracas vai se formando. Ia falar das gargalhadas. Do inferno dos mosquitos que a gente trata com citronela, litros de repelente e bom humor. Das aranhas, ui. Do café da manhã às sete da matina porque ninguém quer perder tempo, dividindo as frutas com as gralhas azuis tão, tão lindas. Do banho quase frio para logo depois descobrir que o chuveiro do lado é bem quentinho. Dos "exploradores", cof cof, entre quatro e dez anos correndo pra lá e pra cá. Do café quentinho, porque a gente leva a cafeteira pro acampamento. Eu ia falar das amizades boas. Dos amigos que não podem acampar, mas vão pra lá visitar e levam vinho. Ou do outro amigo que chega cediiiinho com o pão caseiro que a gente corta na mesa armada no meio do mato. Eu ia falar. Mas não vou. Vou só repetir: arruma uma barraca aí. É bom demais. 

Tamanho P...

...M...

...ou GG. Você escolhe.

Toc toc toc, tá pronto.

Quinteto de exploradoras em frente à mansão, digo, barraca de uma delas. Observem ao fundo a galeria de quadrinhos pendurados que elas fizeram especialmente para decorar a mansão, digo, barraca.

A vida muito difícil.

A ladra de bananas. 

O picnic proibido para adultos (sério, fomos hostilizados, um absurdo).

A amiga aniversariante visitante (fica!).

De boa na Lagoa.

Quan-tos na-mo-ra-dos vo-cê tem? 

Vumbora ver a lua.

Fala sério.

Cadê?

A previsão dizia chuva. A gente disse sol e lua. Não caiu uma gota e pela primeira vez tive o prazer de guardar a barraca sequinha. Viva as previsões erradas.


1 comentários:

Marcia disse...

Que delícia! Que vontade de estar entre você e dividir o pão e a lua. Porque, eu tenho quase certeza, não teria a mesma graça sem essa turminha divertida que decora e faz picnic exclusivo. :)

 
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