Dos bichos


Listinha de tarefas:

Cangurus, check.
Coalas, check.
Wallabies, check.
Dragão de Komodo, check.
Diabo da Tasmânia, check.
Ornitorrinco, check.

Vencedor na categoria fofura: canguru (e os primos wallabies), coala, ornitorrinco. Ou talvez ornitorrinco, canguru, coala. Ou... coala, ornitorrinco, canguru.
Vencedor na categoria preguiça: coala (coisa mais paradeza da vida), dragão de komodo (desconfiamos que o maior que vimos está morto e ninguém percebeu), diabo da Tasmânia - esse só se espreguiçou e nem tchuns pra nós.
Vencedor na categoria vontade de botar no bolso e levar pra casa: ornitorrinco.
Vencedor na categoria vontade de abraçar: canguru.
Vencedor na categoria maminhanossinhora-como-pode-ser-tão-lindo: coala.

***

Como vocês podem ver, passamos o dia no zoológico. Não há parques com cangurus livres em Sydney, algo comum em outras cidades da Austrália, então lá fomos nós pro Taronga Zoo, o maior zoológico daqui - ver cangurus era prioridade para meu grupo, vocês entendem. Se eu gostasse de zoológicos, diria que teria sido um passeio perfeito. Mas sinto aflição quando vejo pássaros grandes presos e coisas do tipo. De um modo geral - e se a gente não pensar muito - o Taronga Zoo até que oferece zonas bem amplas para os bichos. Sem dúvida, foi o melhor zoológico que já visitamos. Mesmo assim. Né? Maaaas, não vou negar: me derreti toda com tantas carinhas que parecem dizer "Tia, por que me colocaram de castigo?"



As crianças adoraram a variedade de bichos. Há animais africanos (morro de pena, são imensos e não há ambientação amigável que substitua a vida solta na savana), muitos pássaros (tadinhos), répteis (alguma cobras imensas), focas enormes e muitos outros. Passamos o dia inteiro sob um sol inclemente, soltando ohs e ahs diante da bicharada.
  

As girafas com a vista mais valorizada do pedaço.


Foca na Austrália.

Os animais já fariam do Taronga Zoo um destino meio óbvio para turistas em Sydney, mas há outro trunfo imenso na manga: a localização. O zoológico é situado às margens da baía de Sydney e para chegar lá, ah, que sofrimento, é preciso atravessar a baía. E lá está ela, majestosa e espetacular (não vou economizar nos adjetivos, não reparem), a Opera House.




Sydney, vista do outro lado da baía.

A ida para o zoológico foi, pra mim, o ponto alto do passeio. Mesmo adorando ver os bichos foférrimos, o visual da baía é algo cinematográfico mesmo e rouba qualquer cena. Muitos suspiros. Sydney é uma linda, viu. Não me cansei de olhar a Opera de todos os ângulos. Logo vamos visitá-la por dentro e devo muitas outras vezes ficar diante dela, embasbacada. Seu visual majestoso não me desapontou em nada, morri de amores. 

***

Antes de pegar a balsa para o Zoo, fomos de ônibus do hotel até o terminal. Pegamos a linha tarifa zero. Ônibus gratuito, olha que ideia louca. :-)

***

E antes de tudo isso, nosso dia começou com uma invasão de cacatuas no parque em frente ao hotel. Amanda deu o alarme, binóculo na mão. Só melhora. 


4 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

Adorei a descrição dos prêmios. E, sabe, adoro girafas, acho um bicho tão, tão, tão. Que bom que está todo mundo curtindo. Beijocas na família

Marcia disse...

Vista estonteante da baía de Sydney. E hooray pros cangurus pra Amanda e pro Arthur!!!

Sabe Rita, eu tinha a mesma reserva sobre zoos. Mas uma vez li que essa idéia de que os animais em zoos estão lá deprimidos e olhando o horizonte sonhando com a liberdade só reside mesmo na nossa tendência de antropomorfizar as espécies. Que animais selvagens livres vivem na realidade em medo. Medo dos predadores, constantemente. Para muitas espécies, o zoo é um lugar seguro. Tendo dito isso, obviamente que eu também acredito que animais selvagens devem viver livres, em seus habitat naturais, com seus medos e suas lutas pela sobrevivência, naturalmente. Mas minha perspectiva sobre zoos, principalmente dos países que se esforçam em manter altos níveis de "animal welfare", mudou. Muitos zoos são também centros de pesquisas e fazem um trabalho importantíssimo de reprodução e preservação de espécies.

Rita disse...

Lu, linda, vem pra cá!

Marcinha, flor, você tem razão quando diz que transferimos nosso ponto de vista para os bichos. :-) O Taronga Zôo tem trabalhos importantes com algumas espécies ameaçadas. Eles são berçários de algumas e liberam os adultos em habitats naturais, como no caso de alguns sapos. Mas eu fico tão aflita de ver um leopardo das neves naquele calor, sozinho. E o Victoria crowned pigeon - que lindo! - que é grandinho, né, andando pra lá e pra cá, sem poder voar. Não sei, tomara que eles não sintam nada do que eu penso que eles sentem. :-) (Tão bom ter vc junto nessa viagem. Quando li suas postagens sobre a África e para a Ásia, viajei junto, apesar de atrasada. Beijos, viu.)

Marcia disse...

Sem dúvida, Rita, que ver animais do topo da cadeia alimentar, sejam leões, tigres, leopardos, ursos em zoo certamente corta o coração porque a vida deles é caçar, seguir o instinto. E aves também, que por maior que seja o cativeiro, jamais é infinito como o céu. Mas parte da realidade da vida selvagem é que a vida pode ser bem curta. O mesmo leopardo que vive sozinho poderia ter morrido anos atrás com uma chifrada de uma presa se estivesse em seu habitat. Nunca saberemos qual tipo de vida ele escolheria... Provavelmente a curta e livre. Provavelmente a longa e solitária, se dessa vida dependesse a preservação da sua espécie através das pesquisas. Enfim, zoos nem sempre são cárceres. Natureza nem sempre é um oásis. Mas ficamos mesmo divididas ao admirar a beleza dessas espécies sabendo o alto preço que elas pagaram para estarem ao nosso alcance. (Eu é que me sinto honrada em acompanhar essas descobertas e esses encantamento com vocês, thanks for sharing!)... Beijocas aos quatro.

 
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