Continue a voar, continue a voar... chegamos


Então cá estamos do outro lado do mundo. Levando-se em conta a pequena odisseia que é a vinda para Sydney, acho que tiramos de letra. Entre tantas horas de voo e muitas outras em conexão, conseguimos manter o juízo e o humor - inclusive na conexão doméstica em Perth, com imigração, novo check in de bagagem e troca de terminal em um ônibus que pensei nos levaria por terra a Sydney, tamanha a distância entre os dois terminais. Menção honrosa para as crianças que se comportaram com louvor, alimentaram-se na hora certa (Amanda com seus altos e baixos, mas no lucro no final), dormiram boa parte das horas de voo e não reclamaram de qualquer eventual desconforto. Amanda chegou exausta, é verdade, já adormeceu ao lado da esteira de bagagens e seguiu dormindo no táxi, mas acendeu de novo no hotel animada com a vista da cidade. Era noite em Sydney e todos dormimos bem, felizes pelo longo banho e por esticar as pernas. Assim, creio, driblamos o jet lag. 

No dia seguinte acordamos cedo e renovados, e já exploramos o centro da cidade. Um pequeno paraíso para os amantes das compras e do verde. Há lojas e mais lojas, galerias e shopping centers. Os prédios modernos abundam, mas aqui e ali são intercalados por construções restauradas do século XIX, como o Queen Victoria Building com seus elevadores antigões, vitrais e piso com mosaicos, um amor. Logo ali, o Hyde Park é um pequeno oásis verde que em um minuto nos arranca da muvuca do consumo. Ele será o "nosso" parque pelas próximas semanas, perfeitinho para Amanda observar e fotografar pássaros e canteiros com o pai enquanto Arthur e eu perambulamos, mapa na mão, programando o passeio do dia. Não tem as vastas extensões do homônimo londrino, mas nos serve como um bom refúgio - não que falte verde pelas ruas; a cidade, aliás, é bem arborizada.

Turistas, o que fazem? Programas de turistas; e assim subimos a Sydney Tower para uma vista panorâmica da cidade. Um pouco menor que a Torre Eiffel, serviu para a gente dar uma espiada na imensidão azul das baías que visitaremos nos próximos dias e tirar as fotos que não vou mostrar ainda porque o cartão da máquina não é compatível com o micro que trouxemos e o cabo ficou em casa. De nada.

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Estamos satisfeitos com o hotel, apesar da inexistência de wi fi livre, onde já se viu? Os planos de dados são caros, o do hotel mais ainda. Optamos por comprar um pacote em uma loja de telefonia, mas já percebemos que o negócio não é lá essas coisas. Há pontos de wi fi livre pela cidade, mas torci o nariz para o hotel, humpf. Estou pensando em organizar uma manifestação pelo livre acesso ao meu lado do mundo, aguardem notícias.

No mais, dia azul, temperaturas altas, mas não agonizantes, comidinhas apimentadas, chinelinho no pé, crianças a mil. Não há cangurus pelas ruas ou coalas nas árvores :-), pobre Amanda, de modo que não devo escapar de uma ida a um (ou dois!) zoológicos. 

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Agora, onze da noite, todos dormem; tô achando que esse tal de jet lag não veio ou foi extraviado na conexão na África do Sul.

2 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

Que delícia de viagem. Que delicia de narrativa. Tem horas que eu queria que você contasse minha vida, ia ficqr uma lindeza.

Marcia disse...

Aproveitem bastantão todos esses momentos, todas as descobertas e todos os cangurus que pularem no caminho de vocês. Adorando viajar com vocês nas suas palavras, Rita!

 
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