Diversões do além


Ainda moram no armário do Arthur algumas caixas intocadas, frutos da última compra de jogos de tabuleiro viciantes desta família. O que fazer quando o bicho pega no trabalho e a correria aumenta? Você abre uma dessas caixas e se vicia em mais um jogo. Agora, entre uma aula e outra, entre um dia e outro de horários apertados, entre uma semana e outra de mais vai e vem no trânsito, somos mestres taoistas lutando bravamente contra fantasmas horrorosos. Estamos, os quatro, Ulisses, Arthur, Amanda e eu, viciados no Ghost Stories. Boo! Vem, gente! Viciem-se vocês também e baguncem de vez o horário de dormir das crianças.

Ghost Stories é um jogo cooperativo, nos mesmos moldes de Shadows over Camelot: ninguém joga contra ninguém, todo mundo joga contra o jogo. A arte das peças, cartas e tabuleiros é ótima e adoramos a dinâmica das partidas. Ainda não ganhamos nenhuma (somos taoistas amadores), mas temos fé (oi?) ou teimosia (muita). Na verdade, o jogo é tão divertido que a gente não tem se incomodado muito com esse detalhes de não vencer - mentira deslavada, a gente não aguenta mais perder, mas segue na labuta.

O trem é um pouco complicado demais para eu conseguir explicar de forma sucinta, então vamos tentar um resumão básico: os fantasmas atacam, a gente se defende exorcizando os assombrosos - sai pra lá, tisconjuro!! Cada jogador é um taoista com poderes específicos que, com ajuda dos residentes dos vilarejos assombrados, enfrenta os fantasmas invasores. Até que - tan-dan-daaaan!! - lá pras tantas entra em jogo um capetão bem poderoso, uma encarnação do temível Wu Feng, um tipo de senhor dos infernos, e aí o negócio fica feio. Quer dizer, a gente acha que fica, porque ainda não deu pra chegar lá, a gente sempre perde antes - e olha que estamos jogando no nível mais baixo de dificuldade (são quatro). Olhem como o jogo é lindão (as fotos não estão muito decentes porque a iluminação estava péssima, digo, macabra, e não quis usar o flash para não chapar tudo; repare que a pequena mestre taoista Vermelha está de pijamas e já deveria estar na cama, não fosse o fato de que os pais grandes mestres taoistas Verde e Azul cederam à pressão do pequeno mestre Amarelo e toparam mais um embate com as trevas).

As nove casas quadradas do centro são as vilas que precisamos proteger. Nas pontas, cada jogador tem um tabuleiro por onde chegam os fantasmas representados pelas cartas. Usamos fichas, dados e reza forte para espantá-los. Se três vilas forem assombradas, já era.

Amanda em ação.


O tabuleiro do Arthur no momento em que uma sombra (o bonequinho preto) ameaça chegar a uma vila uuuuuhhhhhhhhhhh!!!!!)

Um Buda com poder de saracotear os fantasminhas. Buda é o maior cara legal.


Momento em que uma vila foi assombrada apesar de todos nossos esforços (a casa com face voltada pra baixo)...

... e o nosso fim, com três vilas assombradas.


O terrível momento em que o Arthur sucumbiu à força das trevas.
 
O capetão mor que nem chegamos a enfrentar...


 ... porque nem conseguimos derrotar a legião dos fantasmas menos poderosos. Vejam vocês, que coisa terrível: vamos ter de jogar de novo.


- Rita, terminou de ler aquele livro? Viu aquele filme? Atualizou o blog? Já resolveu aquele lance das cortinas? Leu aquele artigo massa que te mandei por e-mail?
- Putz, cara, não deu. Tô super sem tempo. Correria louca, essa, né.  

1 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

ahaha, que delícia. Olha, há vícios piores, te garanto ;-)

 
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