Poentes e um certo narrador


Hoje a Joana Faria divulgou seus novos cartões de visita contendo ilustrações feitas por ela. Uma ótima forma de cativar futuros clientes sortudos. Entre as gravuras escolhidas, está lá uma das que ilustram o conto Bagagem, em Contos do Poente (espiem lá, a de guarda-chuva na mão). Minha menina corajosa serelepando por aí. :-)

***

Alguém me perguntou como encomendar exemplares de Contos do Poente. As vendas continuam pela internet, através do e-mail contosdopoente@gmail.com. Aí ao lado, na direita do blog, você pode ver as livrarias onde encontrá-lo também. Todos os contos são ilustrados pela Joana. :-)

***

(Escrever é longe, às vezes. E a estrada nem sempre é clara, ensolarada. Ainda assim, quero a caminhada, nem que seja na lama, com frio e carregando nos dedos aquele sentimento dolorido de solidão infinita. E um espelho. Quebrado.)

***

Falando em frio, você viaja quando o inverno lambe o outono. Nunca antes vi um timing mais equivocado. 

***

O Arthur devorou em dois dias o delicioso Os Gêmeos Templeton Têm uma Ideia, de Ellis Weiner, com ilustrações de Jeremy Holmes e tradução de Fal Azevedo (Ed. Rocco). O livro é uma graça, história e ilustrações funcionam muito bem. O ponto alto, contudo (nisso Arthur e eu concordamos), fica por conta do narrador. Ou melhor, o Narrador, em maiúsculas, como ele gostaria. A história é contada em tom de conversa com o leitor por um debochado narrador que se acha o último biscoito do pacote: o Professor Templeton é um inventor às voltas com as chantagens de Dean D. Dean, ex-aluno colecionador de péssimas notas, que tenta a todo custo roubar os louros de uma de suas invenções; inconformado com as negativas que recebe do ex-professor, Dean D. Dean acaba envolvendo a família Templeton numa grande confusão e colocando em perigo a vida dos filhos do Professor, os espertíssimos gêmeos John e Abigail. Enquanto conta a aventura vivida pelos gêmeos Templeton, o Narrador desafia o leitor a decifrar enigmas, adivinhar partes da história ou desenvolver tarefas como "escreva sua resposta em forma de opereta". Cada capítulo é encerrado com algumas "perguntas muito importantes" que fizeram o Arthur rolar de rir. E xingar o tal Narrador, claro. Amanda também curtiu até onde leu, mas achei o livro sob medida para crianças com idade próxima à do Arthur, 9 anos. Superdica que a Fal me deu. Se eu fosse vocês, correria atrás. Divertidíssimo.

  

0 comentários:

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }