Pillars of the Earth, o jogo


Ontem experimentamos mais um jogo de tabuleiro criado a partir de um livro. O da vez foi Pilares da Terra, desenvolvido em torno da conhecida história do britânico Ken Follet. Gostamos bastante. Vou resumir a dinâmica do negócio para que vocês tenham uma ideia de como funciona a brincadeira: você precisa lançar mão de seus bonequinhos para produzir recursos que depois trocará por pontos e/ou dinheirinho; ou pode usar seu dinheirinho para conseguir bonequinhos mais sabidos que transformam os mesmos recursinhos em pontos, só que com mais agilidade; ou pode usar bonequinhos e dinheirinho para rapidamente ficar sem dinheirinho e aí não conseguir fazer mais nada interessante; ou pode usar recursos, bonequinhos e dinheirinho de forma sábia e ponderada, mas dar um azar danado e não conseguir usar bem os outros bonecões (é, tem um bonecões também). Enquanto isso, a catedral vai sendo erguida, lindona e não interfere em absolutamente nada. :-)

Juro que é só preguiça de explicar. As regras são um pouco mais intrincadas do que as do Catan, por exemplo, mas o jogo é tão divertido quanto; e gostei bem mais do que a longuíssima partida de Game of Thrones. Jogam até quatro pessoas por partida. Como no livro, a construção da catedral é pano de fundo para as desavenças e intrigas; no tabuleiro, esses perrengues se transformam em busca por pontos de vitória, claro. Apesar de ninguém se lembrar direito da trama (dos quatro jogadores na mesa na noite de ontem, três haviam lido o livro há bastante tempo, eu inclusa), curtimos a ambientação medieval e todo aquele papo em volta dos masons e sculptors, e reconhecemos o papel de alguns personagens, com comentários bem embasados e eruditos, tais como: "uia, eu me lembro desse caboclo, ele é do mal total" ou "gente, quem é essa?". A construção da catedral marca as seis rodadas do jogo, simbolizando as seis décadas de construção - lembram? Pois então, a gente fica com vontade de ler de novo pra se lembrar de tudo. 

O jogo é lindão e é mais um ótimo pretexto para tomar vinho e comer amendoim. Recomendo. Nossa partida durou mais de duas horas, mas deve ser mais rápida que isso, já que íamos jogando e estudando as regras. Ninguém reclamou: a velha Inglaterra sempre rende boas histórias, especialmente quando olhamos para elas no conforto da sala iluminada, sem precisar carregar pedras de verdade. ;-)

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