Listinha


Não tenho dado conta de escrever no blog (síndrome de abstinência bombando, ainda sou daquelas que gostam de blogs). Também não tenho conseguido ler todas as threads daquele grupo tão bacana no gmail. Ou de acompanhar a TL do Facebook - uma pena, minha TL por lá é ótima. Mal consigo ler as mensagens que chegam pelo WhatsApp. Espero ao menos dar conta da carga de serviço lá no trabalho. Estou lendo um livro ótimo, mas a leitura avança lentamente. Não sei para onde vão tantas horas (quer dizer, eu sei; mas é mais dramático dizer que não sei). 

Mas a cabeça, essa anda lotada de planos. Alguns desse tamanho, ó. Vão vendo.

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Virei a louca dos papeizinhos com ideias anotadas. Em 2014, faço notas em pedacinhos de papel. Eu tenho iPad, editor no texto de celular etc. Mas insisto nos papeizinhos. Deve haver algum antibiótico pra curar isso aí.

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A rede em nossa casa cai dia sim, dia também. Temos passado mais tempo sem internet que conectados. A alegria é sempre completa, caem internet, TV a cabo e telefone. Nós já nem nos estressamos, até ficamos meio surpresos quando temos internet, dizemos felizes olha, um site! Não gosto de digitar no celular, então ando meio muda. 

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Era uma daquelas tardes em que a mesa está lotada de serviço, e você fica organizando mentalmente a sequência dos pepinos que vai encarar. Assim que desenrolar isso aqui, vou cumprir aquilo ali, logo depois  vou resolver aquilo outro e... o telefone toca e é a moça da enfermaria do colégio. Amanda tinha dor de garganta, dor de cabeça, estava meio enjoada e chorosa. Tchau, chefe. 

Trânsito. Cheguei correndinho à enfermaria. 

- Oi. Sou a mãe da Amanda.
- Ah, esta tava ali correndo, já voltou pra sala. 

Vou para a sala de aula.

- Nossa, mãe, até que enfim! - diz minha filha cacheada, suada e sorridente. 
- Tudo bem, Amanda?
- Não... minha garganta tá doendo. 
- Hum...

Depois de um diálogo confuso, levei minha não-doente à emergência pediátrica para dar uma conferida naquelas big big amígdalas. Trânsito vai, trânsito vem. Tudo tranquilinho, apesar das big amígdalas. Ela voltou pro colégio e eu voltei pro trabalho, trânsito trânsito, para perceber que não daria conta nem da metade dos pepinos, claro. 

No final do dia ela voltou para casa, feliz no banco de trás, com o irmão. Aos berros. 

- Amanda, filha, poupa a garganta.
- [Gargalhadas.]

Diagnóstico: saudade. À noite enfeitamos tiaras com adesivos lindos e a garganta nem doeu mais tanto assim. Amanhã cuido dos pepinos na mesa do trabalho, enquanto faço planos, aqueles. Vão vendo.

[Eu ia botar o post no ar ontem, mas a internet caiu. :-)]
 

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