Shadows over Camelot


Voltamos de Orlando com vários jogos de tabuleiro nas malas. Foi meio complicado arrumar espaço para tanta caixa grandalhona e pesada no meio das roupas, mas apostamos que tenha sido por uma ótima causa. Somos chegados nesse negócio de reunir gente pra jogar e estamos com água na boca com nossos brinquedos novos. Ontem inauguramos o primeiro deles, um jogo antigo, já conhecido de muita gente, mas novinho em folha pra nós: o lindão Shadows over Camelot. O tema do jogo já nos deixa animadinhos, claro. Fãs da saga do Rei Arthur, estávamos torcendo para o jogo ser divertido; eu, particularmente, torcia só para poder passar horas falando da Morgana, das brumas, do Lancelot. Tudo dominado, acertamos na mosca.


O que mais atraiu o Ulisses foi o fato de o jogo ser cooperativo. Não jogamos uns contra os outros, mas nos reunimos para combater as forças do Mal que ameaçam Camelot. Cada jogador é um cavaleiro da Távola Redonda, incluindo aí o próprio Rei Arthur, e juntos precisamos combater os invasores e encontrar o Graal, além de recuperar Excalibur e a armadura de Lancelot.





É muita função e muito ataque, é preciso um bom tanto de conversa e alguma estratégia - e sorte com as cartas que definem muitas das ações - para vencer. Perdemos a primeira partida, comemos mais amendoim e tomamos mais graals de vinho e cerveja, vestimos nossas armaduras outra vez e, tchan-ans, revanche! Vencemos.

As forças do Mal com cinco espadas e nós, valentes cavaleiros, com sete espadas brancas: victory!

As cartas com poderes e funções dos personagens.

Dois nobres guerreiros tentando recuperar Excalibur (e não conseguindo, a peleja foi feia).

O jogo é um deleite para os olhos. Lindo, lindo. Até o livro de regras é uma delícia de leitura, todo cheio de pompa e tons de "avante, cavaleiros". 

É possível incluir entre os jogadores um traidor que joga contra os outros, na surdina. Provavelmente teremos um temível traitor na próxima partida. Antes, precisamos ensinar o nosso Arthur a jogar o jogo do seu rei Xará, já que ele não participou das rodadas de ontem e anda louco para experimentar. As mulheres tocam o terror: Morgana não decepciona e é carta poderosíssima, de causar arrepios no meio de toda aquela bruma; Guinevere e Vivien também contribuem para embolar o meio de campo, tá todo mundo lá.


Não tenho notícias do jogo em português, não sei se temos uma versão no Brasil. É preciso entender os comandos nas cartas para jogar, mas nada que seja muito complicado. Com um jogador que consiga ler em inglês, acredito que os demais podem memorizar com relativa facilidade os significados dos comandos e lutar com louvor para proteger Camelot. Eu, se fosse vocês, dava um jeito de jogar. É lindo e divertido. O único "problema" é que a gente fica com vontade de ler As Brumas de Avalon de novo. 



"Aquele era um lugar onde o véu que existia entre os mundos era tênue. Ela não precisava mais chamar a barca - ela só precisava caminhar através das brumas aqui, e chegaria a Avalon. Sua tarefa estava cumprida." (Da série livros que amamos para sempre.)

1 comentários:

Marissa Rangel-Biddle disse...

Seus nerdinhos!!!!

Beijocas!

 
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