The best, the not so good and the way ahead


A melhor viagem foi para o Rio
O melhor livro foi Uma Ponte para Terebin, de Letícia Wierzshowski. 
A melhor série foi Game of Thrones
O melhor filme foi, talvez, The Perks of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível).
O melhor conto foi Visita, de Caio Fernando Abreu, em O Ovo Apunhalado.
O desafio mais bacana foi estudar piano.
A corujice maior foi ver Amanda dançando no teatro. Ou o Arthur tocando piano. Ou os dois acordando, tomando café, qualquer coisa deles.
A maior aventura foi lançar Contos do Poente.
A melhor descoberta que já deveria ter acontecido foi Chopin.
A interrupção mais sentida foi o curso de francês.
A maior torcida tem sido pela segurança do marido no novo esporte dele.
O adiamento que não deveria ter ocorrido foi o retorno à prática de yoga. Mas para isso existe o ano novo.

2013 foi um ano de grana mais curta, de gastos inesperados. Foi um ano de turbulências no país, de antigos ídolos políticos presos, de ponderações e aprendizado. Foi um ano de ler muito, calar mais, ouvir, aprender e se identificar, duvidar sempre, ouvir de novo, ler mais. Foi um ano de novas e boas amizades, de velhas também, como é bom que seja. Foi um ano de saudades, de planos, de desenhos mirabolantes na cabeça, de saltos ornamentais no peito. De muita, muita música. Foi um ano de amor, de companheirismo, de estou aqui. 

Meu final de ano está sendo mais saboroso por causa de Contos do Poente. O aprendizado que a experiência me traz é muito maior do que eu esperava, a alegria do compartilhamento também. É claro que é assustador, mas de um susto que faz crescer.*

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Há algo tranquilo neste final de ano que me impede de embarcar nas ansiedades quase obrigatórias do pacote natal-reveillon-o-que-virá. Como numa calmaria, mas sem tempestades no horizonte, olhar para dentro tem sido bom, de modo que a vista da proa também me parece agradável. 

Aos leitores e amigos que passam por aqui e me fazem companhia nessa estrada nem sempre ensolarada e com bifurcações esporádicas, desejo um 2014 de cortinas abertas e vistas lindas da janela. 

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*(pedidos em contosdopoente@gmail.com; em Floripa, na livraria Nobel do Floripa Shopping)



Sal


As primeiras páginas de Sal (Letícia Wierzchowski, Ed. Intrínseca) me estenderam uma canga na areia, abriram o guarda-sol e esvaziaram a praia. Fiquei ali quase em êxtase, observando o mar, o promontório, o farol louco, a grande casa branca; a família Godoy, o tapete tricotado de Cecília, a Penélope reinventada de Letícia. Sal tem cenário de filme, personagens cativantes e uma história capaz de fazer o leitor não se importar com o vento nos ouvidos. Enquanto estive sentada na areia me familiarizando com as várias vozes que narram a boa história, fui eu mesma me apaixonando por um, odiando outro, tecendo meus próprios pontinhos na trama que fui criando com o livro. Eu teria ficado na praia até a noite cair e nem notaria os pernilongos, não fosse um detalhe: acho que a Letícia também se apaixonou por um dos personagens. Talvez se tivesse coincidentemente se apaixonado por aquele que me fisgou, eu realmente teria devorado o livro sem piscar. Mas pisquei, ali pela metade, porque a paixão de Letícia por um deles deixou de lado, talvez por tempo demais, outros que eu não queria abandonar na areia. É esse meu único "porém" em relação a Sal: personagens que eu gostaria de ter "ouvido" por horas e páginas a fio (Sal é um romance polifônico) se calam por tempo demais, enquanto o mesmo ponto de vista já conhecido se repete e ecoa por páginas demais, in my humble opinion. Sem falar naquele outro que, ah... não posso. Ainda assim, Sal entra pela porta da frente para minha estante. Vai morar entre os meus queridos, assim como moravam no baú de Ernest, o faroleiro, os muitos livros que ele comprava de segunda mão, lia e compartilhava com Ivan Godoy. Sal está cheio deles, os livros. São muitas as referências a clássicos da literatura mundial, quase uma espécie de homenagem aos que passaram pela praia antes de Letícia (tudo bem, esse pode ser outro "porém": aqui e ali, bem de leve, tanta referência parece sobrar, escapar pelas margens). É também um livro o objeto que muda o rumo da história dos Godoy, o livro lido por Julius do outro lado do mar, e escrito por Flora, filha de Ivan, irmã de Orfeu, Eva, Lucas, Julieta e Tiberius - mas aí já acho que você deveria sentar na areia também.  

Natal de carrossel


É Natal nas páginas finais de Catcher in the Rye

Engraçado quando um pequeno trecho traduz para nós a sensação que o livro como um todo nos causa. Há um momento em Mrs Dalloway em que o narrador descreve o ambiente de um restaurante, cada um dos clientes sentados em suas mesas. A riqueza da descrição não vem de detalhes, mas da percepção do que há por trás de cada figura - o olhar de raio x do livro inteiro. Ou a chuva de Macondo, que já valeria aquele outro livro. Ou as falas de Tyrion Lannister, naquela saga. Ou qualquer frase de linda ironia da Lygia, em qualquer de seus textos. De Catcher in the Rye (J. D. Salinger, ed. Little, Brown and Company), guardarei com saudosismo as duas páginas em que o narrador se detém nas memórias que Holden Caulfield guarda de suas visitas ao Museu de História Natural em sua infância. De alguma maneira, está ali o espírito outsider de Holden, sua visão da infância ainda fora dos moldes sufocantes que nos esperam lá na frente, seu espírito livre e, ao mesmo tempo, imerso em profunda, irremediável melancolia. Tudo no museu de sua infância seria para sempre igual, precioso, conservado em toda sua beleza e fascínio, a cada visita. "The only thing that would be different would be you."

Mas é Natal nas páginas finais. E assim como Holden oscila entre a beleza de sua irmã no carrossel e o medo de sequer chegar ao outro lado da rua, chegou o dia 24. Com lembranças boas como carrossel de criança e saudades tão grandes que nos tiram o chão. O Natal com minha filha implorando para abrir os pacotinhos ao pé da árvore, mas sem minha mãe para celebrar. O Natal com meu filho me acordando fascinado "é Natal!". O Natal dos amigos distantes e dos amigos que abraçarei à noite. O Natal com panetone que nem gosto muito, mas que minha mãe adorava - e que meu filho devora com os olhinhos fechados. O Natal que se repete e que, dizem, deveria nos renovar. Então que seja assim. Vou subir no carrossel.

Feliz Natal, queridos amigos, leitores, amores. 

Laços


Quando o Natal chegava era bom. Havia a tia com os presentes embalados em papel brilhante, a árvore com bolas azuis e vermelhas, a ceia barulhenta. Foco: havia os presentes embalados. Foi assim por tempo suficiente para plantar na memória um modelo bom de fim de ano. Havia mensagens que alguém lia e alguns ouviam, sorteios, doces e risadas de adultos que deixavam as crianças irem tarde para a cama. 

Quando o Natal chegava era bom. Havia a tia com os presentes, mesmo que a ceia fosse em outro lugar. Mesmo que a árvore tivesse menos bolas, ou que aquele primo que mora longe não pudesse vir. Foi assim por tempo suficiente para ainda sentir a tranquilidade de se reconhecer o final do ano.

Quando o Natal chegava era bom. Sempre se dava um jeito de ir visitar a tia que por tanto tempo havia sediado a troca de presentes e o prato colorido. Ela gostava das visitas e retribuía com um sorriso cansado. Foi assim por tempo suficiente para o Natal ganhar vestes de melancolia, mas só um pouco; havia outra festa logo ali. 

Quando o Natal chega é silêncio. Deve haver ceia e até presentes. Deve ser o final de ano bom para outros. Não para ele, que se lembra e sabe que o laço de cada presente era feito por ela. 


Diz a Fal



"Algumas histórias nos tocam, algumas pessoas nos encontram, não porque nós as procuremos primeiro, mas porque, simplesmente. A boa literatura tem esse poder, essa graça, essa doce missão, esse radar teleguiado. Luciana, Rita e Joana, quando pensei que não mais, piscaram em meu radar, declamaram quadrinhas no meu peito, contaram histórias com e sem rima, como se traços e palavras, para os quais eu andava tão amortecida, ainda pudessem significar. Ainda podem. 

Luciana, Rita e Joana me contaram as mais doces, belas - às vezes doloridas - histórias. Elas beijaram meu cabelo, sopraram em meu rosto, disseram que ia ficar tudo bem e pude dormir em paz e quietinha.

Porque tudo estava bem."

Fal Azevedo, sobre Contos do Poente.

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Em Florianópolis: Livraria Nobel, Floripa Shopping; 
Para todo o Brasil e exterior: contosdopoente@gmail.com

Sunset is coming




Status: envelopando. E encaminhando poentes para todos os cantinhos do país. Se você ainda não pediu o seu, saiba que os exemplares estão disponíveis para envio imediato. É só mandar um e-mail para contosdopoente@gmail.com

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Aos amigos e leitores que moram nos EUA: em janeiro poderei enviar exemplares com frete doméstico; os pedidos estão sendo feitos pelo mesmo endereço eletrônico e o envio ocorrerá após o dia 21 de janeiro (nada impede o envio imediato com frete internacional, para quem preferir). Quem tiver interesse só precisa dar uma cutucada. Da mesma forma, os leitores que moram em países da Europa podem receber exemplares com envio a partir de Lisboa com frete mais barato. Cutuquem, cutuquem.

Lançamento de Contos do Poente - Florianópolis/SC


Foi com muita alegria que a dança começou. Aos poucos, amigos e leitores foram chegando e costurando uma noite que vou guardar para sempre como referência de momento bom. A livraria foi nosso pequeno templo; cercados de milhares de histórias, narrativas e personagens imprensados entre páginas fechadas, fomos devagarinho folheando os Contos do Poente, trocando abraços e brindes.

Eram muitas as presenças que me faziam tremer de alegria, algumas com um toque de carinho tão grande que me encheram de orgulho: a amiga que arrumou bagagem e pegou avião para vir brindar comigo; as amigas com compromisso na mesma noite, mas que deram uma escapadinha para ir lá me ver; os amigos que deixaram outros amigos esperando; os amigos que chegaram atrasados para festa de aniversário - e levaram um exemplar do livro como presente; o amigo que não estava se sentindo muito bem, mas ficou por ali; os amigos que levaram amigos; todos, todos que foram e me deram de presente um momento inesquecível. 

Eu acredito nos contos deste livro, em suas protagonistas imersas em suas incríveis viagens pessoais; mas as estrelas da noite foram, como não poderia ser diferente, as gravuras da Joana. É olhar e querer bem, e foi assim.



A certa altura, Paulo - amigo, leitor, professor de francês e companheiro de papos bons - fez uma breve apresentação do livro para quem estava presente. Com a voz do jeito que deu, li um trechinho do conto A Curva.


E tudo mais foi convescote, páginas passando, gravuras recebendo ohs e ahs de encantamento, eu orgulhosa contando de minhas companheiras nesse projeto que nos enche de alegria. As ausências também eram muitas: a Joana na Inglaterra, a Luciana em Lisboa, minha mãe que já partiu, além de outras pessoas queridas que não puderam estar lá. Mas, como disse a Luciana, com quem tenho a alegria de dividir as páginas de meu primeiro livro, elas estavam lá, sim. Ora, e como estavam. E houve quem telefonou, mandou boas vibrações pelas redes sociais, escreveu mensagens que me comoveram. 

Minhas companheiras de jornada na orelha do livro. Na minha mão direita, o anel de minha mãe; na esquerda, outro que ganhei de minha tia. Ou seja, todas estavam lá.

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Minha amiga falou que o livro não é mais nosso. Verdade das mais avassaladoras. :-) Agora as histórias ganham o viés de cada olhar, as camadas de leitura de cada um que der aquela espiadinha. As palavras, essas loucas, rodopiarão por aí. Tô no baile.  



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Florianópolis foi a primeira parada, mas em 2014 tem mais. Anotem e aguardem detalhes:

-Em 13 de fevereiro, Luciana estará em São Paulo;
-Em 15 de fevereiro, Luciana e eu estaremos juntas (obaa) no Rio (reza a lenda que vai rolar caravana do poente aí);
-Em março, em datas a serem definidas, reunirei amigos e leitores em Campina Grande; Luciana fará o mesmo em Fortaleza;

Detalhes sobre local e horários virão a tempo, tenham fé.

A página do livro no Facebook já começou a exibir algumas fotos do lançamento em Floripa, outras virão nos próximos dias.

Para nossa imensa alegria, as vendas online estão animadíssimas também. Se você não estará em nenhum dos lançamentos, ou não quer esperar até lá, peça seu exemplar em contosdopoente@gmail.com. Todos os detalhes sobre forma de pagamento e remessa do livro serão enviados a você por e-mail. As remessas dos livros começam na semana que vem! Em Florianópolis/SC o livro está à venda na livraria Nobel do Floripa Shopping. A partir de fevereiro, estará também em outras livrarias (informo tudo direitinho depois).

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Grata, imensamente grata. A todos.

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 "Traz a história do mundo em seus instintos: não tem os azuis, mas, se pudesse, contaria mais histórias que o mais velho dos homens e pintaria telas com tons inimagináveis. Habita a soma, mas não tem rotina – sua vida é a construção do tempo. Um peixe igual, a eternidade." 
Tona, em Contos do Poente
   

Vitrine




"Havia certo capricho no barulho que as ondas despejavam dentro
de sua sala, na maresia que embebia o ambiente sempre salgado
daquela vida, agora quase sem lágrimas. A poltrona da
bordadeira comportava a desenhista e suas maquetes imaginárias,
instrumentos encantados e laçadas mágicas capazes de sobrepor
tempos cor e recortes, vidas inteiras. Na sala, sob um céu
negro bordado de pratas e ouros, a bordadeira refazia sua vida,
todas as noites. Era isso que ela fazia. Por isso as flores eram
uma ótima ideia. Tinham cor e encanto.
E vidas breves." 
Conto Feito a Mão, em Contos do Poente

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Lançamento em Florianópolis/SC - Livraria Nobel, Floripa Shopping - dia 12/12/2013, às 19horas.
Pedidos online: contosdopoente@gmail.com

Quando o carteiro chegou


É bom saber por antecipação quem chega lá fora quando a campainha toca. Era final de manhã, quase na hora em que minha mãe encerrou sua caminhada, três anos atrás. Arrastei a caixa pela sala, pesada demais para que eu conseguisse erguê-la. Usei a tesoura. 

Tirei fotos para que Joana e Luciana pudessem recebê-lo comigo, mas elas não estavam online. Foi em silêncio, então. Abri, fechei, virei, cheirei. É isso, a aventura começa agora. Os exemplares já foram levados para a livraria de onde partirão carregados por mãos amigas ou desconhecidas, rumo aos destinos mais imprevisíveis. As letras dançarão entre as páginas e os olhos de quem flertar com elas. Cada leitor, uma dança diferente. Receio não define tudo, mas faz parte do pacote.



***

No almoço, um brinde à memória de minha mãe, outro à chegada do livro. Ulisses, marido coruja-mor, avisou aos filhos:

- Vocês podem se orgulhar muito da mãe de vocês, viu?

Ao que Amanda, do alto de seus seis anos de idade, prontamente respondeu, dando de ombros:

- Eu já me orgulhava desde antes dela fazer livro. 

Desconfio que ela nem sabe o que vem a ser "ter orgulho de alguém", mas não importa. Vocês podem nem achar doce, mas todo mundo aqui achou e brindou de novo.

Quanto a mim, não se trata de orgulho, mas de genuína alegria. Obrigada, Luciana e Joana, mais uma vez. Honra tampouco define tudo, mas é um pedaço gigante do pacote.  
  

Das nuvens


De todos os dias possíveis para receber o primeiro lote dos livros enviados pela editora, a entrega deve ocorrer mesmo nesta segunda-feira, dia 09. Se o correio for pontual, será no dia 09 que vou sentir de novo aquela vontade de correr para o telefone e ligar para você e contar que, ei, chegou. Vou ficar muda imaginando sua vibração e corujice, vou quase ouvir o milésimo boa sorte, a centésima manifestação de apoio e carinho. 

Vai ser no dia 09, como se a vida, por meios que nem ouso tentar desvendar, quisesse colocar um band-aid na data. A chegada às minhas mãos dos primeiros exemplares de meu livro é, afinal, algo a se comemorar. Mas dia 09 de dezembro tem sido como um sino de um velho mosteiro a me lembrar das dores grandes, das partidas definitivas, do quão difícil foi saber que você não lutaria mais. Exatos três anos depois de você ir embora, devo receber nesta segunda, impresso e colorido, meu primeiro livro. Não poder enviar um exemplar a você, com dedicatória borrada por lágrimas de alegria, é algo tão grande que não sei nomear. Sua ausência paira sobre as histórias que escrevo desde 2011 como um céu sempre nublado: às vezes sinto o vento com cheiro de chuva, outros dias ouço os ecos de nossas conversas como trovões em minha alma. E há aqueles momentos em que fecho os olhos para me embalar pela certeza de que você abriu espaço para os arco-íris que tento pintar.

O lançamento está agendado, há um banner na vitrine da livraria, anúncio no site do shopping. Os amigos festejam comigo, recebo carinho de toda parte. Aventuro-me no mundo da escrita cheia de receios e aberta ao enorme aprendizado que a experiência tem me trazido, e sinto-me feliz por fazer parte de um projeto no qual acredito acompanhada de gente boa e talentosa. No entanto, falta sua voz, sua crítica, seu texto favorito, sua corujice. Aqui dentro, onde há muito habitam a saudade e as boas lembranças, mora agora a dor de cotovelo por não poder compartilhar esse momento com você. Meus dezembros têm tido poentes saudosos e toda flor de quase verão me faz pensar em você. "A vida segue" não é exatamente um consolo; é mais uma constatação de que há respostas que nunca virão e dores que se mesclam com nossa pele. Já é 09 de dezembro outra vez e ainda acho seu cabelo tão bonito. 

Nós, peruanos


Esta foi a semana das cantatas de Natal, das apresentações de final de ano, das festinhas de despedida. Quem tem filhos em idade escolar matriculados em escolas mais, digamos, empolgadas deve ter ido a pelo menos duas ou três "atrações natalinas". Aqui tivemos troca de faixa no judô, 567 festivais de dança, festa da turma da dança, cantata na rua, cantata na escola, amigo secreto, churrasco da turma, recital de piano. Olha, é preciso fôlego. A criançada vai no embalo, alguns eventos empolgam mais do que outros, mas o que fica mesmo é o aprendizado. O aprendizado das canções. Das canções dos peruanos.

Amanda relembra a cantata o dia seguinte à apresentação:

- Feliz Natal, tchu tchu ruru, Feliz Natal, tchu tchu ruru. [...] ... nós peruaaanooos!! Feliz Natal, tchu tchu ruru, Feliz Natal, tchu tchu ruru. [...] ... nós peruaaanooos!!

- Amanda, o que você tá cantando? Que é isso que você falou aí?
- Nós. Peruanos.
- Como assim, Amanda?
- Do Peru!
- ??? [pensa] Não, Amanda... é "próspero ano!"
- Oi? O que é próspero?

Quando paramos de rir, expliquei. Mas nunca mais vou falar próspero ano, tá? 

Feliz Natal e nós peruanos pra vocês. 

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Eu preciso jogar conversa fora para disfarçar a ansiedade, não reparem. ;-)

Um encontro, um brinde, um abraço, letrinhas, imagens de fazer sonhar



 
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