Snacks


Perdi o livro. 

:-(

Achei!

\o/

***

A árvore da calçada, a saga: e não eram flores. A coloração avermelhada das folhinhas me confundiu. Mas nasci numa cidade chamada Esperança e ano que vem tem setembro outra vez.

***

Mandei tosar o Floquinho, já que ele estava imundo, com os pelos longos já cobrindo completamente seus olhos. Tinha tomado todas as chuvas da semana passada, e ninguém o escovou. Um simples banho com todos aqueles nós, acho, seria até doloroso - aka comprei a conversa da moça do pet shop. Estávamos cogitando trocar seu nome para Mulambo ou Pano de Chão, então mandei tosar. Como se o cachorro estivesse preocupado com sua aparência, observem. Agora Ulisses me olha e diz "muito bem, Flipper", porque o cão está lindo, cheiroso, de olhos enormes à mostra. E morrendo de frio nessa primavera invernosa.

***

Amanda quer saber do depois. O que há quando morremos? Como é isso de o tempo passar, as pessoas sumirem? A morte, um mistério que nem combina com aquela carinha. Mas ela pensa, pergunta, reflete. Eu não sei, meu amor. E te ofereço sonhos bons e uma cosquinha

***

Os amigos pelo mundo e suas fotos no Facebook. Tanto chão, tanta areia, tanto mar, tanta chuva, tanta montanha, tanta cor, tanto vinho, tanta estrada, tanta roubada, tanto deserto, tanta história, tantas pequenas belezas. As pequenas belezas espalhadas pelo mundo. 

Minha sala sem fotos. Tanto chão, tanta história, tanto barulho, tantos desejos de bem, tanta ternura, tanto espirro, tantas pequenas belezas. As pequenas belezas espalhadas pelo mundo, ao alcance da mão: o bem-querer como projeto de vida.

(A gente se coça, o mapa não tem fim; mas agora não dá. E vamos abraçando o mundo na sala.)

***

Há fotos muito antigas em alguns corredores do colégio das crianças. Quadros com fotografias de formandas do magistério na década de 20, por exemplo. Ontem as vi pela primeira vez, ou pela primeira vez prestei atenção nelas. E me lembrei daquela cena em Sociedade dos Poetas Mortos quando o Robin Williams pede que os alunos se aproximem da velha fotografia dos ex-alunos e ouçam o carpe diem. Está lá o rosto da moça que deu nome à rua onde morei em outros tempos. Não ouvi nada, mas perguntei um monte. Mulheres que estudavam e se formavam na década de 20, acho grande. E me deu uma vontade louca de mergulhar de novo nas fotos antigas de minha mãe, onde ela aparece com aquela mesma pele indefectível, aquele olhar austero e aquela cintura de pilão. Em breve, exposição nesta estrada: a moda dos anos 50/60, by Berna.

6 comentários:

Ana Claudia disse...

Ah Rita... Uma vez eu comentei com voce, la no Femmaterna, a respeito dessa questao da Amanda com a morte, de como ela lembra a minha pessoa, na mesma idade dela. E hoje, com o seu texto, eu fiquei impressionada de como os questionamentos sao os mesmos. Bom, que ela fala com voce a respeito. Porque, no meu caso, ficava tudo guardadinho dentro de mim.

Luciana Nepomuceno disse...

Tenho paixão por foto "antiga". Tenho paixão por passado, história, vivências, belezas aprendidas... Please, quero muito ver o projeto das fotos da sua mãe <3

Rita disse...

Ana, vamos papear mais sobre isso qualquer hora?

Lu, vou organizar, sim!!!

Ana Claudia disse...

Claro!!!! Vamos sim!

Amanda Borba disse...

Amanda quer saber do depois. O que há quando morremos? Como é isso de o tempo passar, as pessoas sumirem? A morte, um mistério que nem combina com aquela carinha. Mas ela pensa, pergunta, reflete. Eu não sei, meu amor. E te ofereço sonhos bons e uma cosquinha.

Vou te dizer que essa urgência pelo depois é o mal de toda Amanda

Anônimo disse...

Quero muito tambem a exposição de Berna!! Ela que sempre achei linda!
Beijos,
Ju

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }