Os bichanos que não terei


Minha filha adora gatos. Ela  nunca teve um, mas sabe que quando nos mudamos para nossa casa atual, eu grávida dela, havia aqui uma gata. Bilica, a gata, pertencia aos antigos donos da casa e foi deixada de herança para nós. Por alguns dias, ela rondou a casa analisando a rotina dos novos moradores, escondeu-se em nosso quarto, sondou o astral do ambiente. Mas não houve chamego ou cama nova que a fizesse decidir morar conosco. O golpe fatal veio com a chegada do Roque, nosso cachorro que ganhamos de presente. Bilica sumiu para nunca mais voltar. 

Amanda nos ouve contar essa história e faz bico como se Bilica tivesse sido sua. Quando visita a amiga, brinca com a gata amarela dela e volta para casa me pedindo uma. 

Roque já mordeu Floquinho, nosso outro cachorro, duas ou três vezes. Floquinho vive provocando o Roque. Os dois já são amigos (Floquinho chegou bem depois do Roque, no Carnaval do ano passado), mas é preciso ficar de olho nos momentos mais, digamos, animados. Um felino, pressinto, seria problema. Acho mesmo que seria inviável: mais um bichano cujo sumiço Amanda lamentaria, a julgar pelo alarido que o Floquinho faz cada vez que um gato desavisado cruza a rua ou ronda o muro do vizinho.

O problema é que eu tive gatos e me lembro de como eu adorava as fofices daqueles focinhos. Eu sei do que Amanda fala quando se derrete pela gata da amiga. Mas, né. Dois cachorros. Sem condições. Lamento. 

8 comentários:

Isa disse...

Solução para o impasse, um coelhinho! :-)

Isa disse...

Solução para o impasse, um coelhinho! :-)

Flávia disse...

Rita, eu tenho, sob tutela do meu namorado, uma gata. Adotamos ano passado. No entanto, ele tem um labrador, que não gostava de gatos. Ele quase comeu a Katrina, mas hoje convivem bem. Não são propriamente melhores amigos, mas ela circula sem grandes problemas pelo quintal. O engraçado é que a relação do labrador com outros gatos ainda não mudou, ele continua latindo e não gostando, mas acostumou-se com a Katrina. No entanto, para que isso acontecesse confesso que demorou um booom tempo.

Não é impossível ter gatos e cachorros, mas tem que ter paciência e coragem.

Abraços!

Daniela disse...

Eu sou gatófila de carteirinha, adoro gatos, tenho um casal. Acho até que o principal problema não seria com os cachorros, eles até poderiam se acostumar. Mas manter o gato dentro de casa e do quintal seria complicado, em uma casa com pátio grande. Gatos que circulam por outros locais pegam doenças, são envenenados, atropelados. Então acho melhor não ter mesmo, do que se apegar e depois o bichinho não voltar para casa, como é tão comum.

Deh disse...

Nem se o gato chegar filhotinho, nem se castrar pro bichim num sair por aí?

(ói eu colocando lenha na fogueira ;) )

Flávia disse...

Então, a Katrina (minha gata) mora na casa do meu namorado, justamento porque eu acho que o bicho tem que ter espaço (eu moro em apartamento). Ela é castrada e sai, mas nada de grandes aventuras pelo mundo, ela fica mais no quintal mesmo, no máximo dá umas escapadelas para o quintal do vizinho.
Sei lá, esse medo de sair é meio relativo. Nos EUA e Europa é tão comum ter até a portinha para o gato entrar e sair. É questão de criação.


Juliana disse...

eu tive quando menina um cachorrão e uma gatinha. o cachorro era enorme mesmo, rotweiller, e levou tempos pra se acostumar com a gata. ele enfiava a cabeça da gata na boca, e eu ficava desesperada, aí minha mãe tinha que brigar com ele. depois de um tempo, eles ficaram amigos. o único problema era que ele amava a ração da gata. vê se pode?

Daniela disse...

Não adianta castrar para o gato não sair, se ele for curioso vai sair igual (e quase todos são). Aliás, castrar é básico, porque gatos não castrados se envolvem em brigas e o risco de pegar doenças aumenta enormemente. Eles vivem super bem em apartamentos (telados, é claro), porque exploram também os espaços verticalmente, então mesmo em um apartamento pequeno eles podem ser felizes. O gato explorar o quintal do vizinho é um problema se o vizinho não gostar de gatos (e ele tem todo direito de não gostar), ou se tiver um cachorro que não gosta, ou ainda, se colocar algum tipo de veneno no pátio dele (é comum gatos comerem veneno colocados para ratos). Eu sei que a gente tem ideias idealizadas sobre os gatos saberem se virar, mas na prática não é assim. Praticamente todo mundo que tem gato em casa que sai por aí tem uma história de gato que sumiu para contar.

Juliana, os cachorros preferem as rações de gatos porque a quantidade de proteína na ração de gato é muito maior que na de cachorro, eles não são nada bobos, hehehe.

 
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