Pra conquistar o espaço


Quando cheguei em casa, cada um tinha um foguete. O do Arthur foi feito com folha colorida A4, enrolada e adornada com base triangular, umas pontas na parte superior, escotilhas desenhadas (foguete tem escotilha?). Simples, mas bem "eficiente". O da Amanda era cor de rosa e menor, feito com um providencial rolinho de papel higiênico. 

Acontece que eu sabia que não havia rolinho de papel higiênico "vazio" disponível na casa. 

- E onde você conseguiu esse rolinho? - perguntei. Duas carinhas começaram a trocar olhares de SOS.
- Hummmm... no banheiro. - ela respondeu.
- Tinha acabado o papel higiênico, Arthur? - perguntei.
- Hum, não. 
- Ah, é? E aí?
- Aí a gente desenrolou o papel e jogou na privada.
- Arthur, você sabe que poderia ter entupido a privada jogando muito papel lá dentro de uma vez, além de...
- Não, não, não, a gente rasgou em milhões de pedaços, deu um trabalhão, levei um milhão de anos!

Pra "reciclar" o rolinho do papel higiênico, vocês entenderam, né? Teve papo sobre desperdício e o conceito de "reciclar", fiz uma cara de brava danada, mas é verdade que o foguete ficou bem bonitinho.

1 comentários:

Silvia disse...

Ainda estou a rir! eheheheh!
Essa foi boa!

 
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