Dicas de viagem: Catan e Carcassonne


Esta semana me trouxe duas pequenas boas novidades no quesito diversão. Um casal de amigos nos apresentou os jogos Colonizadores de Catan e Domínio de Carcassonne. Vocês todos já devem conhecer. Mesmo assim, vai que há na área algum desavisado como eu, deixo aqui a dica. Nossos amigos, donos dos jogos, estão intimados a abandoar todos os demais compromissos sociais pelas próximas semanas ou meses, até que compremos nossos próprios exemplares. Aí eles continuarão sendo intimados, mas terão a opção de virem de mãos vazias. Nível de empolgação: dormir pra quê?

Coisa de que gosto é uma mesinha redonda com um bom jogo de tabuleiro, um vinhozinho ou um cafezinho, chocolate ou qualquer outra coisa mastigável para manter a boca ocupada, vidinha suspensa para a gente bolar estratégias mirabolantes, xingar os dados, jogar conversa fora, discutir o preço das ovelhas, erguer mosteiros e fortalezas.

(Domínio de Carcassonne Imagem daqui)

Carcassonne é um jogo-dominó. As peças vão sendo dispostas na mesa, uma por vez, e gradualmente formam um cenário com vilas, grandes cidades medievais, estradas, mosteiros e os campos que os cercam. Toda partida gera um cenário diferente. Cada jogador, se quiser, vai ocupando as localidades e estradas à medida que elas surgem; e avança na pontuação quando consegue completar uma unidade (uma estrada, uma vila, ou uma cidade). É preciso pensar estrategicamente para estudar as chances de completar as unidades e, assim, somar mais pontos. As partidas duram em média 40 minutos e o jogo é indicado para crianças a partir de oito anos e para adultos desocupados ou que não façam questão de dormir (quero férias, já, de novo).

Carcassone é bem legal, mas Colonizadores de Catan já ocupa em meu coração uma vaguinha privilegiada. Brincando de fazer comparações entre vícios velhos e atuais, Catan tem, a meu ver, várias vantagens em relação ao War, por exemplo. Em primeiro lugar, a fé de que a partida uma hora acaba. Porque jogar War é legal, mas após cinco, seis horas de partida sem nenhum vencedor no horizonte, a gente começa a bocejar. Uma partida de Catan também pode se prolongar bastante, mas as que  joguei até agora duraram cerca de duas horas e renderam muitas surpresas e viradas de jogo. Em segundo lugar, todos os participantes se mantêm envolvidos nas rodadas de Catan, o tempo todo. Os dados de meu adversário podem me beneficiar e as negociações podem se dar entre quaisquer participantes a qualquer tempo, já que quem detém a vez de jogar pode trocar recursos com qualquer jogador que esteja disposto a negociar. No War, caso você não esteja atacando ou sendo atacado, pode cochilar ou morrer de tédio até que os outros três ou quatro participantes resolvam suas pendências e chegue de novo sua vezzzzzz...zzzz...zzz de jogar os dados. Não estou cuspindo no prato que comi, hohoho, ainda considero War um jogo legal, mas meus olhos agora brilham por Catan.




(Colonizadores de Catan - Imagem daqui)

Em Catan ninguém ataca ninguém. O objetivo é acumular recursos para colonizar a ilha, construir estradas que nos permitam erguer nossas aldeias e cidades, até atingirmos a pontuação que nos torne vencedores. A ideia é simples, mas a dinâmica e a apresentação tornam as partidas bem divertidas. Quando você lança os dados, eu presto atenção e torço para que sua jogada resulte em recursos para mim; é preciso sorte nos dados (seus e dos adversários), lábia para negociar e estratégia para fazer o melhor uso possível dos recursos disponíveis. Uma delícia, quero jogar pra sempre.

São necessários pelo menos três participantes para uma partida (quatro, no máximo), então tomara que o Arthur goste (temos jogado tarde da noite, ele ainda não experimentou). Caso contrário, nos dias em que os amigos não puderem jogar, Ulisses e eu precisaremos ensinar o negócio ao cachorro e isso pode ser difícil. Enquanto não compro os jogos, estou pensando em perder a chave de casa na hora dos amigos irem embora. Né? Aí, já que eles vão ter que ficar mesmo, a gente joga mais uma.

(Enquanto passeio por Catan e Carcassonne, avanço mais lentamente por Westeros, mas ainda estou por lá também.) 


6 comentários:

Juliana disse...

nunca ouvi falar de nenhum dos dois.

Tales Gubes disse...

Nunca ouvi falar em nenhum dos dois, mas já estou mais do que curioso!

Aaah, falando em War que demora demais... nos EUA tive a oportunidade de jogar Risk: Lord of the Rings. O esquema é bem legal, com o mapa da Terra Média e tal, e o anel vai se deslocando ao longo do jogo, então tem um tempo determinado para a partida acabar, o que torna tudo mais dinâmico. O objetivo não é "conquistar 24 territórios", mas outras coisas, tipo acumular mais pontos por causa de locais de poder etc até o anel chegar à Montanha. É muito legal =D

Rita disse...

Ju e Tales,

eu já tinha visto Catan na loja, mas não tinha comprado pensando na idade do Arthur. Ele tem sete e o jogo é sugerido para crianças a partir de 10. É jogar uma partida pra se apaixonar, vão por mim. Vou comprar, com certeza. E, Tales, fiquei curiosa pelo Risk. Meu marido é fã do Lord of the Rings, vou dar a dica pra ele. Valeu!

Abçs,
Rita

Ashen Lady disse...

Eu tenho um grupo de amigos, que apesar da idade avançada, ainda jogamos RPG e jogos de tabuleiro. Carcassone foi um dos últimos que jogamos. Vou procurar o Catan.
Gostamos também de jogar o Saboteur, super simples, divertido e fácil para as crianças.

Deh disse...

Fiquei com vontade de ambos.
Tem uma linha de jogos duma marca chamada Mitra. Todos bem interessantes, de vários países. Meu primo daí que apareceu com uns uma vez e até hoje num fui atrás de comprar.

Rita disse...

Hoje jogamos mais uma rodada de cada um, tudo de bom. Estou anotando as dicas, hein. Marca Mitra, Saboteur...

o/

bjs
rita

 
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