Parece um post, mas é uma maçã


Eu não saberia dizer qual o/a melhor nem qual o/a pior professor/a que tive ao longo da vida. Sei que muitos marcaram meu caminho, seja porque me ensinaram muito, seja porque não me ensinaram nada - e isso também pode ser marcante, certo? Ficar meses assistindo aulas e não aprender nada é uma coisa, convenhamos, curiosa. Pois bem, tive de tudo: entusiasmados no cursinho; tias derretidas do fundamental; vovozinhas fofinhas no curso de datilografia (hahahaha, eu fiz!); freiras assustadas, jovens descolados e arrogantes, pessoas cansadas, artistas e distintas senhoras no colégio; esquisitos e sádicos nos cursos de Jornalismo e Agronomia que larguei; perdidos, engajados, comprometidos, poetas, competentes e lunáticos no curso de Letras; gênios, cansados e loucos na pós; adoráveis nos cursinhos de inglês (ah, quanta gente boa!); elegantes madames e compenetrados senhores nos cursos de francês; um competente professor de árabe; figuras estranhíssimas em curso de formação profissional; narcisos em academias; gente zen na yoga e vários outros que tentaram me ensinar a bordar, tocar violão e sei lá mais quanta coisa já tentei fazer por aí. 

A beleza da profissão de professor está na chance de observar bem de perto as transformações dos alunos. Do lado de lá, sempre tive enorme prazer em ver o progresso dos meus alunos que se aventuravam no idioma que escolheram aprender. Acho emocionante, gratificante de verdade, coisa que abre sorrisos e é disso que mais tenho saudade quando penso nos anos que passei em sala de aula como professora de inglês. Quem não gostaria de ver a profissão ter o reconhecimento que merece em nosso país? Quem duvida que passa pela valorização da carreira de magistério a revolução que queremos ver na educação brasileira? Ninguém, certo? Então comemoro a data, celebro minha memórias da época do colégio, quando meus professores alimentavam minha imaginação, embora muitos deles nem soubessem disso. E torço muito pelo dia em que veremos esse jogo virar e a profissão de professor virar sonho de consumo de milhares de jovens. 

E mando daqui meus parabéns aos dois abnegados que ainda acreditam que vou falar francês fluentemente e tocar piano lindamente. Porque, né, professor que é professor acredita no potencial (ainda que mínimo) dos alunos. :-) Obrigada pela fé, professores, perdão pelas notas erradas e conjugações trocadas e parabéns pelo seu dia!

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