Nature


A Tina me contou do dia em que tentou acalmar a filha na hora de dormir e fazê-la entrar no clima do soninho vendo um programa da National Geographic. E aí lá estava ela toda com voz doce mostrando, olha, que lindo, o filhotinho de não sei que bicho tomando sol na beira do rio, que fofo, etc. E bem no meio do etc. surgiu do nada uma enorme bocarra de crocodilo e, nham!, devorou o filhote fofo e nenhuma criança nunca mais dormiu. 

Aí contei que dia desses estávamos eu e o Arthur vendo as lindas baleias orcas saltitantes no grande parque não sei de onde e, olha, que coisa, a baleia ficou estressada e resolveu pular em cima do treinador. Uau, essa foi por pouco, olha lá, caramba, plaft. E o narrador do programa gentilmente nos explicou que o ataque, segundo os veterinários, só ocorreu por causa da energia sexual reprimida do bicho. O Arthur, 7 anos, perguntou "energia o quê?". E eu falei: "oi?". Marido riu lá da cozinha, engraçadinho, e eu democraticamente troquei de canal que sou uma mãe do diálogo, vão vendo. (Não peguem no meu pé, ele logo se esqueceu da pergunta e ora, bolas, eu estava no clima baleia orca fofa e não no clima papo cabeça sobre energia sexual com filho de 7 anos, obrigada.)

Mas eis que o projeto deste trimestre na turma da minha filha gira em torno dos habitantes do Polo Sul e do Polo Norte (ela já parou de chamar de Paulo Sul e Paulo Norte). Por causa disso os pinguins viraram assunto e eu me lembrei do lindíssimo documentário francês A Marcha dos Pinguins. Peguei o filme na locadora (sou dessas) e nos reunimos para mostrar para a Amandinha. E que fofos os filhotes, e que valentes naquele frio todo, e que lindo o cuidado do papai pinguim, bla bla bla. Tudo encantador e muitos suspiros até a hora em que o albatroz malvadão aparece para lanchar o filhote de pinguim. O choro da Amanda ficou tão nervoso que a gente se agarrou ao botão FF do controle remoto como se não houvesse amanhã.

(Pensando seriamente em voltar para o Discovery Kids.)


***

Aí o banco ligou pro meu marido oferecendo um empréstimo. Assim que ele percebeu do que se tratava, foi logo encurtando a conversa:

- Desculpa, como é seu nome?
- Fulano.
- Fulano, vou poupar meu tempo e o seu. Desculpa, mas não tenho interesse em nenhum tipo de empréstimo.
- Mas o senhor ainda nem ouviu a proposta toda...
- Eu sei, mas não tenho interesse em nenhum tipo de empréstimo.
- Tudo bem. O interesse vai chegar. [Click.]

Desligou o telefone na cara do meu marido. Hahahahaha! Relacionamento com o cliente é isso aí.


6 comentários:

Juliana disse...

caramba, o cara praticamente rogou uma praga!

Mari disse...

Ai ai, minha hora vai chegar logo logo... Ate la vou curtindo a nickelodeon! Ps: paulo norte e sul eh fofo pacas! Bjs pra patota!

Daniela disse...

Eu sabia que esse dia ia chegar: é a revolta dos atendentes de telemarketing...

Fabiana disse...

Aquele momento do documentário em que o pingüim guarda o ovo na patinha. <3

Um brasileiro disse...

Oi. Tudo blz? Estive aqui dando uma olhada. Muito legal. Aproveitando fiz uma pagina no facebook comuinidade: Blogueiros de Santa Catarina. Se você tbm tem facebook, vai la. Apareça po rla. Abraços.

Tina Lopes disse...

Mr Lopes também já levou uma praga dessas de uma moça que queria vender um seguro "porque nunca se sabe e sua mulher pode ficar sozinha", hahahahah credo, pior que a selva.

 
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