De Sol em Sol


Meu primeiro equívoco ao iniciar minha brincadeira com as aulas de piano foi associar a nota da pauta ao dedo da mão que a executa no teclado. Foi só a professora me apresentar a um dedilhado diferente para eu perceber a tolice que estava fazendo. O que eu tinha "aprendido" deixou de me servir. Então passei a estudar direito e a tentar enxergar nas teclas, não nos dedos, cada uma das notas. Lidando com duas claves, Sol e Fá, uma para cada uma das mãos, tenho despertado vários neurônios adormecidos. E tenho vibrado com cada melodia que consigo executar, por mais simples que ela seja. É mais ou menos o mesmo tipo de prazer que sinto ao entender frases em uma canção que me é apresentada pelo professor de francês. Entender uma nova língua, aprender a tocar um instrumento, conseguir fazer aquele pão ou simplesmente fazer uma trança perfeita no cabelo da filha: não há nada como a velha sensação de que o mundo é uma espiral infinita de belezas por descobrir. Aceito o convite, muita grata.

8 comentários:

Alice disse...

Oi :))

encontrei seu blog há uns dias, mas só agora com essa postagem linda falando de piano eu tive vontade de comentar. Porque eu sou apaixonada por piano, e lá no início das minhas aulas também fazia isso, haha. Depois que a agente pega o jeito decora até a partitura inteirinha e nem é preciso olhar qual nota com que dedo. É o coração em cada ponta e a alma inteira florindo Deus. É sem explicação a melodia saindo igualzinha a música que a gente conhece... ah, é lindo! Eu me empolgo falando do piano. Desejo bons estudos e calma com a clave de fá.

Beijos

Alice disse...

a gente*

e: adorei o nome do blog.

Rita disse...

Ah, Alice, obrigada por seu comentário. Bom saber que tudo fica mais automático depois. :-) Tenho me divertido demais estudando as claves. A melhor maneira que tenho encontrado para fixar as notas tem sido treinar o dedilhado em melodias com maior alcance na pauta. Hoje dei muitos sorrisos à medida que arrancava do teclado o dedilhado de Alegria dos Homens, de Bach (do meu jeito de iniciante, mas foi). Puro amor.

Beijos e sinta-se à vontade no blog.

Rita

Nina disse...

Aprendizagem que vale à pena, mesmo que aparentemente inútil nunca é demais.
Tentei aprender piano quando menina, mas fui fazer ballet,que não me serviu de muita coisa.
Tempos depois, tornei-me flautista.
Abraços.

Pcesar disse...

espero que você vá conseguindo e tentando sempre novas outas coisas. A vida é uma coisa assim mesmo. Não se pode parar porque o tempo util da vida é sublime e aro. Espero que você encontre tudo o que desejar r.

Anônimo disse...

Oi Rita,
Aproveitando seu post, Raquel tem uns meses que esta pedindo para aprender piano, fui a duas escolas de música, porém ambas só aceitam crianças a partir de 7 anos. Se possivel, pergunte a sua professora de piano o que ela acha. Obrigada.
Parabens pelo piano, pão, o francês, as tranças, e tudo de novo que você possa descobrir, aprender.
Beijos,
Ju

Angela disse...

Estou vibrando de montao daqui!!! Na proxima vez que os encontrarmos vamos poder tocar de quatro maos! Ou de doze ;)

Rogério disse...

Lembra de mim? Pois é, voltei. Estava em outro planeta, chamado aposentadoria, e acabo de voltar à Terra porque o outro planetinha não estava me deixando tempo para nada. Justiça seja feita: não é a aposentadoria em si, mas a lua de mel com a vagabundagem que representa o grande perigo. Acabei de pegar novamente no tranco, e tenho as mais terríveis intenções de voltar a levar uma vida mais útil, porque notei que o ócio puro e simples emburrece e acaba tirando o brilho do olhar. Acho que acordei a tempo. Já me matriculei para o próximo semestre do francês, já voltei aos estudos do piano, e agora só falta atender aos pranteados apelos de minha professora e voltar aos estudos do violino. Tempo para isso tudo? Tenho, e ainda me sobra para ser pai do Lucas e jogar bola com ele, além de marido-namorado da Eliana e namorar como se fosse a primeira vez. Estar aposentado é ótimo, principalmente por não precisar me preocupar em correr atrás de uma fonte de renda suplementar. Beijos.

 
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