O moço da fita k7


Um dia uma amiga do colégio me emprestou uma fita k-7 com músicas do Caetano. Copiei a fita e aquela virou a trilha sonora dos anos que viriam. Virei uma fã daquelas mesmo que existem aos montes por aí. Minhas tardes ao som de Lua e Estrela desenharam parte daqueles anos de planos incríveis. O tempo passou, passei a ouvir outras coisas e Caetano andou falando demais. Mas dentre as memórias das coisas que sei que moldaram quem me tornei depois estão as tardes preguiçosas que eu passava ouvindo Caetano cantar cidades, a lua, quereres. Hoje ele faz setenta e já não o idolatro como antigamente, mas o burburinho em torno de seu aniversário me fez pensar que minha mãe certamente me ligaria para comentar a data. Talvez me perguntasse se ainda me lembro do tanto que o ouvia trancada no quarto. Eu me lembro bem. E por saber que foi tão bom, que era tão apaixonante, que suas canções me soavam tão incríveis, fico feliz pelo aniversário do moço. Um chato, às vezes. Mas, ah, deixa, vai. Há lembranças boas demais, vou me apegar a essas. Caetaneemos, pois. 

As casas tão verde e rosa 
Que vão passando ao nos ver passar 
Os dois lados da janela 
E aquela num tom de azul 
Quase inexistente azul que não há 
Azul que é pura memória de algum lugar


 

3 comentários:

Juliana disse...

fiz um comentario enorme no post da Tina, mas o blogger fez o favor de dar erro. Venho, então , dizer aqui um pouco que disse lá: Caetano e só amor! <3 <3

Penso em qualquer sentimento e momento da minha vida e tem lá uma música dele que diz tudo.

Tina Lopes disse...

Ah, qualé Ju, eu quero meu comentário! Caetano não é meu passado não; Nina já sabe cantar Podres Poderes inteirinha: Caetano é eterno. <3 (chata sou eu que não sou ninguém)

Renata Lins disse...

Que lindo, moça. Beijos beijos. Pelas lembranças. Pela saudade. Pelo dia que as traz.

 
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