Londres 2012


Pronto, desliguei a TV. Depois de duas semanas grudada na tela sempre que conseguia, agora ouço os silêncios da casa... opa, estou mentindo. Agora ouço apenas o barulho das crianças. Adorei as Olimpíadas, como sempre. Botei despertador para ver o judô, sou dessas. Senti falta de minha mãe, com quem teria trocado telefonemas barulhentos a cada medalha e com quem teria dividido cada fracasso. Ela me informaria sobre a vida dos atletas, a idade com que começaram a treinar, o que gostavam de comer ou qualquer dado curioso que ela descobrisse durante os jogos. Entusiasta dos jogos como eu, ela torcia, vibrava, saía da sala nos momentos de susto.

Não tenho remédio, acredito até o último segundo. Menos no vôlei masculino, porque, né, desanimei no quarto set. Acho que o Bernardinho errou feio no final do terceiro set, mas não compartilho da saraivada de críticas que li depois do jogo. Ele errou hoje, mas tem crédito com o esporte brasileiro para o resto da vida. E que lindo esporte é o vôlei. Gosto da dinâmica do jogo, de saber que tudo pode acontecer e que um set ganho não significa vitória certa (se tivesse dúvidas, hoje elas teriam desaparecido, infelizmente...). 

Acabam as Olimpíadas e fico torcendo muito pelo nosso país,  não só para que tenhamos sucesso na organização dos próximos jogos, mas para que eles sirvam de alavanca para investimentos volumosos nas categorias de base de vários esportes. Todos sabemos do poder da propaganda, não é à toa que tantos meninos querem ser jogadores de futebol. Futebol aparece por aqui, é notícia, contagia. A mesma coisa pode acontecer com outros esportes e assim multiplicar o efeito mágico e revolucionário que podem ter na vida de crianças e jovens brasileiros - as Olimpíadas podem funcionar como um poderoso primeiro passo. Aqui estou, até o último minuto, torcendo para que os benefícios superem em muito os problemas de que certamente teremos notícia.

O diferencial desta Olimpíada para mim foi, além da ausência de minha mãe, a torcida compartilhada no twitter. Foi muito divertido assistir a algumas provas "de mãos dadas" com amigos e amigas virtuais. Vibramos juntos, xingamos juntos, lamentamos juntos. De certa forma, os jogos ficaram maiores assim. Essas Olimpíadas também foram uma espécie de ritual de iniciação de minhas crianças no mundo das torcidas. Arthur se revelou tão sofredor quanto eu em alguns esportes, desinteressado em outros (ainda); Amanda adorou a ginástica rítmica e o hipismo ("ôôô, cavalinho fofoooo!", torcia assim), mas detestou minha torcida nos jogos de vôlei ("ai, mãe, você me assustou, tá gritando muito!"). Sorry, dear.

De quebra, pude espiar Londres, assim rapidinho, pelas lindas imagens das corridas que acompanhei. Cidade mais linda não há. Ou há, mas não faz diferença, ela segue imensa em meu coração

Pra frente. Amanhã tem prova de correria e trânsito ruim, almoço rápido, essas coisas. Tudo sem medalha, mas sujeito a emoções a qualquer momento, como todos os dias. 






3 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

adoro segurar sua mão. nas olimpíadas foi ainda melhor. por mim tinha jogos olímpicos todo ano.

Angela disse...

Que linda a torcida da Amandinha!

Foi pra la de maravilhoso assistir aos jogos com Max & Julia. Perderam o encerramento pois aqui mostraram tarde. Mas amanha a noite assistiremos juntos e Max vai dancar ate cair para tras.

Precisamos planejar 2016. Esse finde vi que vou ter que ir, senao Max vai embarcar no aviao sozinho, mas vai de qualquer jeito. E em 2020 quem sabe, em Toronto, assistiremos a Hannah no time das ginastas!

Rita disse...

Lu, sua linda. :***

AILMELDELS, Ângela... que emoção!!!

Beijos
Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }