Sunny winter and a bit of art



As férias das crianças começaram com um dia de inverno ensolarado. Bicicletas e patinetes foram nossos companheiros no final da manhã (no início dela estávamos dormindo), junto com algumas borboletas que erraram de estação e um ou dois passarinhos mais animados. Raptamos o amigo do Arthur e fomos curtir o sol. Ontem eu conversava com minha sogra sobre as muitas horas que passamos à frente de computadores e outras telas e não demorou muito para a frase "o mundo é isso aí" ser dita por uma de nós. Mas também falamos que o mundo é o que fazemos dele e que se é verdade que tanta tela faz parte da vida de nossas crianças, o mesmo não equivale a dizer que elas são a única fonte de diversão, cultura e conhecimento, obviamente. As horas que o trio de pimentas curtiu hoje conosco foi uma pequena amostra do quanto as crianças estão abertas a muitas outras formas de diversão desde que sejam ofertadas a elas. Então hoje foi dia de correria para espantar o frio. O sol ajudou muito e por volta do meio-dia os três estavam sem camisa, escalando árvore e brinquedos, enfrentando monstros. Perdi para Amanda por 10 a 5 na caça às borboletas, mas tá tudo certo. Sem fotos, porque a câmera ficou em casa, aquela preguiçosa.



***

Eu adoraria saber desenhar. Aproveito a disposição das crianças para rabiscar e sempre que posso me junto a elas pintando, tentando copiar uma gravura qualquer, desenhando o que for. Temos montes de folhas com nossas "criações" nada incríveis, mas que me contam sobre horas impagáveis que tenho com eles. Nada se aproveita do que faço, mas isso não importa; aproveita-se o processo, os pitacos que trocamos, os elogios derramados, as cores que criamos misturando tintas. Os desenhos da Amanda são sempre cheios de brilho e cores vivas, os do Arthur são cenários para suas histórias ou variações infinitas do clássico desenho da casa com árvore no jardim e céu ensolarado. De vez em quando organizamos exposições na sala e nossas telas são disputadíssimas pelos muito visitantes imaginários de nosso museu. Pensando bem, saber desenhar direito já seria pedir demais, o troço todo já é bem divertido.

Ontem recebi um novo caderno de desenho que encomendei pensando em usar para rabiscos mais inspirados. Grande chance de o caderno morrer vazio, mas eu queria muito de qualquer jeito. É que eu sabia que seria lindo, pelo menos na capa. Uma amiga minha recentemente se descobriu artesã e agora anda por aí produzindo belezas em tecido. Uma das técnicas que ela gosta de usar é o patchwork embutido. Quando vi os cadernos que ela andou encapando, encomendei o meu e ontem ele chegou. Veio lindo, um mimo, envolto em laço de fita e muito capricho. Arthur e Amanda cresceram o olho para meu caderno e já sei que ao invés de desenhos "mais inspirados" ele abrigará desenhos feitos a seis mãos, cheios de manchas e traços refeitos, brilho e sol sorrindo. Tanto melhor, será apenas um motivo a mais para guardá-lo por muitos e muitos anos. Porque um caderno assim a gente não quer mesmo jogar fora nunquinha. 




Vamos enchê-lo de obras de arte. Ou traços tortos. Ou figuras de dedinho. Não importa.

2 comentários:

Murilo S Romeiro disse...

Oi Rita!
passo por aqui pra dar uma espiadinha ( e lidinha ) de vez em quando.
Li que vc gostaria de saber desenhar e, como adoro desenho e desenhar, sugiro que vc veja isto e quem sabe se anima mais.
"Everyday Matters" e "Danny Gregory"
(ache no google)
Depois me conta.
abraços

Rita disse...

Oi, Murilo.

Dei uma olhada e achei graça do desenho feito assim, rapidinho, assim que acorda... Se eu for fazer algo assim que acordar, não vou contribuir muito para o mundo da arte,hehehe.

Valeu!

Abç

 
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