O prazer dos livros eletrônicos


Meio ano atrás eu me disse toda preocupada com o advento dos e-books. Coerente como só eu consigo ser, estou agarrada com um. Tudo bem, eu não estava exatamente preocupada, no sentido oh meu deus, o que será de nós. Era algo mais no sentido óóóó, mas livros de papel são fofos, etc. Assim, uma inquietação científica, vocês me entendem. Entre os ótimos comentários daquele post, a Lud opinou
  
que a história dos livros vai se aproximar mais à do cinema/videocassete+DVD do que à do vinil/CD. Ou seja, leitores digitais e livros impressos conviverão alegremente, cada um proporcionando uma experiência diferente.

Dormi agarrada ao comentário da Lud e me acalmei. Pois bem. Daí, como vocês já sabem, pintou Moby Dick. E, olha, pessoas, caí de amores pelos e-books. Da obra falo depois (estou adorando). Queria mesmo era dividir com vocês todo meu deslumbre pelas gracinhas que o aplicativo ibooks traz junto com o livro.

Não tenho kindle, então estou lendo através do ibooks no nosso i-pad. A biblioteca "do i-pad" dispõe de vários títulos para download gratuito, em categorias como Biografias, Culinária, Ficção e Literatura e várias outras. As buscas podem ser feitas por categoria ou autor e vi na "minha loja" obras em inglês, francês, português, alemão, espanhol e russo, tudo gratuito. É só clicar, baixar e ler. Moby Dick é minha primeira experiência com livros digitais, então deem um desconto para tanta pirotecnia. Espero poder voltar a este post daqui a algumas décadas e rir bastante (ha ha ha, eu achava isso legal, tão ultrapassado, etc.). Resumindo em uma descrição bem elaborada: acho tudo fofo.


É só escolher e baixar.

Entre ler com a tela na vertical ou na horizontal, prefiro a segunda alternativa, pelo grau mais elevado de fofura.



Virar a página só não tem barulhinho (no kindle tem?).



Na mesma "página" em que podemos visualizar capa e índice, estão arquivadas todas nossas pausas (marcadores) ou as notas, um ótimo recurso para quem curte escrever nos livros que lê, marcar tudo, sublinhar, anotar, etc. Se esse é seu time, o e-book também permite fazer anotações. Não costumo riscar os livros que leio (salvo os acadêmicos que eu marcava, anotava, sublinhava, desenhava setas, etc.), mas geralmente crio orelhas nas páginas que têm trechos que sei que vou querer retomar depois, seja para reler, para comentar com alguém ou mencionar nos posts do blog. Posso fazer tudo isso no e-book também.


A marcação pode ser feita com cores ou sublinhados. As notas são criadas em balões que se abrem com um clique e além de ficarem visíveis nas margens do texto (como se fosse um pequeno post-it), estão também disponíveis lá no item "notas" na página do índice, o que nos permite retornar às páginas em que elas foram feitas sem precisar folhear tudo para encontrá-las. Grau máximo de fofura.
 



Quando li meu primeiro livro em inglês, Jane Eyre, mil anos atrás, lembro-me que consultar o dicionário a cada palavra desconhecida era quase um entrave ao prazer da leitura. Não faltava motivação, então segui em frente, mas entendo quem acha desanimador interromper a leitura para consultar um dicionário de vez em quando. E ainda que você seja fluente em um idioma estrangeiro, ninguém está livre de se deparar com vocábulos ou expressões desconhecidas em um romance qualquer. Quando o primeiro termo me pegou em Moby Dick, corri para um dicionário online; é que só um dia depois descobri que é possível acessar um ótimo dicionário ali mesmo, na tela do texto, com dois toques.


Cômodo demaissss!


Irresistível. O melhor da história? De repente, tenho centenas de novos livros. De graça. \o/ Vem, gente.

7 comentários:

Ludmila . disse...

Eu acho que os e-readers complementarão os livros de papel. Uma coisa não excluí a outra, na realidade elas se complementam. Há dois anos comprei um Kindle (quando a gente vira a página não faz barulhinho /o:), continuei, no entanto, comprando e lendo muitos livros impressos.

O kindle é uma facilidade, traz um pouco de conforto, me possibilita carregar três gramáticas de italiano, duas de russo e uma de português. Me dá a possibilidade de ter os originais italianos de livros impressos que tenho em português e, em alguns momentos, se necessário, fazer um cotejo entre as obras. Enfim... acho mesmo que uma coisa, nem de longe, excluí a outra, só acrescenta mais ao prazer de ler.


;)

Tina Lopes disse...

E a gente economiza arvorezinhas, hahahaah também tô amando o meu. Mas como não leio em inglês bem como vcs, tenho poucas opções ainda em português (grátis, claro). Mas estou nova no assunto.

Lud disse...

Assino embaixo. E no www.gutenberg.org os milhares de livros novos, de graça, são clássicos. Nunca mais caio na esparrela da estante dos "mais vendidos" das livrarias =D. (Ritinha, você já leu Little Women e Good Wives, da Louise May Alcott? São fofos. Recomendo fortemente.)

O kindle também não tem barulhinho de página, mas o botãozinho de avançar/retroceder faz um "tec" baixinho e superagradável que meu já associou ao prazer da leitura.

Beijos!

disse...

Rita, vc esta' acabando com meus ultimos preconceitos com o livro eletronico... fui até dar uma olhadinha no preço: 129€ na Amazon.fr. Meu aniversario não esta' longe, quem sabe, hein? Vou dar a dica pro marido!

anna v. disse...

Suuuuper a favor. Livro de papel tem sua graça, mas ocupa um espaço, exige frete e logística, precisa cortar árvores, gasta tinta etc. Alguns livros são especiais e quero guardar para meus netos, mas honestamente, este devem representar 5% dos livros que leio.
Tenho Kindle e Galaxy Tab, e leio muito neles. Para mim acabou totalmente o mimimi do cheiro do livro, pegar as páginas etc.

Rita disse...

Cada dia gosto mais. Lua de mel, total. Não vou deixar de comprar livros impressos, acho. Mas, nossa, estou encantada.

Beijos
Rita

Amanda disse...

Tbm gosto de ler na tablete, mas tem duas desvantagens: a primeira é não poder ler no ônibus, na praia, na pracinha - a não ser que eu queira ser assaltada. A segunda é a bateria, que às vezes acaba no melhor parágrafo. :/

 
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