Da volta


As férias curtíssimas chegaram ao fim e o balanço é positivo. Ontem quando voltamos para casa Ulisses e eu, como dois bons velhinhos, festejamos como é bom estar em nossa casa, nosso sofá, nossos travesseiros. Uns caras-de-pau é o que somos, porque metade de nosso tempo é gasto com planos de andanças por aí. Ou por aqui. Mas é muito bom ter um porto, como não? Para mim é tão valioso partir com malas cheias de expectativas como voltar com boas lembranças. Talvez por estar numa fase da minha vida em que as crianças ocupam um espaço enorme, voltar para casa tem gosto de abrigo e cara de pantufas e é muito bom. Lembro-me bem de quando voltar tinha cara de monotonia; também me lembro das voltas que mudaram planos e rumos para sempre. Por ora, volto para o lar mesmo. 

Regressamos com duas crianças relembrando as brincadeiras com os primos e a praia fora de estação. Confesso que sinto uma pontinha de alegria especial quando vejo meu filhote todo feliz por ter passado alguns dias em minha antiga casa. Ele não sabe disso, mas é um carinho imenso que ele me faz. "Sabia que aquele era o meu quintal?" "Jura??!" "Sim." "Uau..." E, claro, acho graça, porque o quintal (aparentemente) não tem nada demais, mas eu sei do que ele está falando. Amanda falou sozinha e imaginou cenários no mesmo lugar em que eu o fazia. Só se eu fosse feita de pedra a cena não me tocaria.

Agora temos um só assunto, Olimpíadas. Hoje vimos ginastas voando e acho o programa mais legal do mundo. Sou bem facinha.


2 comentários:

Tina Lopes disse...

<3 welcome back, facinha.

Fabiana disse...

Deve amolecer o coração ver as crianças criando as próprias histórias onde você construiu a sua. : )

 
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