Antes da primeira palavra trocada entre nós dois houve
muitos olhares. Desde o dia em que o vi pela primeira vez no caminho
para a biblioteca, e por algum tempo, eu o cobicei em silêncio, olhando
somente. Naqueles dias felicidade era receber o olhar dele de volta. E,
sendo assim, o dia da fila do passe de ônibus foi inesquecível.
Havia duas filas que se estendiam pela calçada larga da rodoviária velha de Campina Grande. Não me lembro exatamente do critério que definia quem deveria esperar em qual, mas estávamos em filas distintas. Para meu extremo deleite, do ponto onde eu estava tinha visão privilegiada para o ponto onde ele estava. E lá ficamos pelo tempo em que as filas se arrastaram, trocando olhares longos e pidões. Ele com seu cabelão preso num rabo de cavalo, camiseta com litras cinzas e amarelas, bermudão, tênis, cadernos/pastas/whatever na mão. De mim não sei, perdida naquela calçada, prendendo-me nele para sempre. Comprei meu talão e fui embora, flutuando. Por dias pensei na minha sorte em ir à rodoviária no exato momento em que ele também foi. Pensava e sorria, o retrato da tola.
Muita coisa aconteceu depois.
Nem é por causa do dia dos namorados, não damos muita bola para a data. É que me lembrei da fila hoje, como acontece de vez em quando. E gosto muito de me ver ali. Queria ter o poder de voltar lá agora e sussurrar em meu ouvido: "acredite". Porque nem em meus melhores sonhos, gente, nem em meus melhores sonhos.
Te amo longamente.
Havia duas filas que se estendiam pela calçada larga da rodoviária velha de Campina Grande. Não me lembro exatamente do critério que definia quem deveria esperar em qual, mas estávamos em filas distintas. Para meu extremo deleite, do ponto onde eu estava tinha visão privilegiada para o ponto onde ele estava. E lá ficamos pelo tempo em que as filas se arrastaram, trocando olhares longos e pidões. Ele com seu cabelão preso num rabo de cavalo, camiseta com litras cinzas e amarelas, bermudão, tênis, cadernos/pastas/whatever na mão. De mim não sei, perdida naquela calçada, prendendo-me nele para sempre. Comprei meu talão e fui embora, flutuando. Por dias pensei na minha sorte em ir à rodoviária no exato momento em que ele também foi. Pensava e sorria, o retrato da tola.
Muita coisa aconteceu depois.
Nem é por causa do dia dos namorados, não damos muita bola para a data. É que me lembrei da fila hoje, como acontece de vez em quando. E gosto muito de me ver ali. Queria ter o poder de voltar lá agora e sussurrar em meu ouvido: "acredite". Porque nem em meus melhores sonhos, gente, nem em meus melhores sonhos.
Te amo longamente.
9 comentários:
Que coisa mais linda, que forte essa imagem da volta no tempo e do sussurro. Chorei, hein. <3
Lindo, Rita. Parabéns aos dois, são um casal perfeito. Admiro muito vocês. Que continuem assim: grandes apaixonados. Tem coisa melhor? Tem não. Beijo grande.
Lindo, Rita. Parabéns aos dois, são um casal perfeito. Admiro muito vocês. Que continuem assim: grandes apaixonados. Tem coisa melhor? Tem não. Beijo grande.
Preciso dizer que chorei? Sim, sou dessas românticas que se emocionam com o dia a dia. Lindo demais! Bjo
Uma linda historia de amor! E do jeito que eu gosto, feliz. Acho que já falei isso, mas vou repetir: um filme, a história de de vocês dar um belo filme de amor com direito a ""...e foram felizes para sempre.
Beijos,
Ju
Tem muito tempo que não comento, mas de tempos em tempos volto aos posts antigos só pra ler e me encantar com esse amor de vocês. Como é lindo, Rita, como é lindo. : )
Que sejam sempre felizes!!
Beijinhos Rita!!
Nossa, você escreve muuuito! Tá escrevendo ficção? Depois conta, um pouco antes da tarde de autógrafos, eu vou aqui no Rio :)
abraço, clara
<3 procês! :-)
Tudogentechorona. Muito amor pra vocês.
Fabiana, adorei saber que você visita os posts mais antigos. Vi seu comentário no post do papai feminista, viu? Obrigada!
Clara, sua linda generosa. :-)
Beijos,
Rita
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