De terra, grama e céu




Botamos bicicletas e patinetes no carro, trocamos mensagens "estamos saindo", pegamos o mapa e fomos. O aviso era dos melhores: "o celular não pega lá". Saímos da ilha, pegamos a BR, saímos da BR, acabou-se o asfalto, acabaram-se as placas, encontramos os amigos perdidos, seguimos as curvas e as ótimas referências apontadas no mapa (uma casinha, outra casinha) e chegamos. Um sítio lindo, bem escondido, longe na medida (eu inventei essa medida), um presente-convite que recebemos com gratidão e curtimos com o pé descalço no chão.





Para o Arthur foi correria e bola, bicicleta sem rodinhas (primeiras tentativas, go Arthur!), galos engraçados, vacas e correria de gansos. Foi ver o amigo alimentando a vaca e tirando leite, um mundo novo, outros ângulos, outras lentes. Foi também sorvete na casquinha (esse povo pensa em tudo), esconderijos secretos. E rede, na sacada cercada de verde, balançada pela tia corajosa; bem alto, como eu fazia na sala da minha casa. Infância com rede balançando bem alto, acho que tá tudo indo bem.




Arthur & cia rumo ao galinheiro.


Para Amanda foi a gata siamesa que ela praticamente não largou. E o primeiro leite tirado na teta da vaca, enquanto na outra teta mamava o bezerro bebezinho. "Fofo" foi a palavra do dia repetida ad eternum pela minha cacheada deslumbrada. O dia para ela também foi tangerina colhida no pé e chupada logo em seguida (sem caroço, como o mundo pode me paparicar assim?). Foi sentir os pés na grama enquanto corria e dançava tal qual Rapunzel fugindo da torre.







"Ufa, vou aproveitar que aquela menina tá tomando sorvete e tirar um cochilo..."



Para mim e Ulisses foi um dia off mundo. Foi correr com as crianças, empurrar bicicletas, tirar o tênis, levar Amanda para tirar leite da vaca e colher frutas, jogar bola e pega-pega com Arthur e seus amigos. Sentir o sol bater no rosto, ensinar a Amanda a segurar a gata sem enforcá-la, comer pinhão na varanda, dançar rapidinho no galpão. Ao final do dia, a mesa se encheu de bolos e pães que comemos com a manteiga e o queijo feitos ali mesmo, daqueles mimos que até esquecemos que existem.






E quando a noite caiu, ela surgiu enorme no céu para nos guiar pela estrada escondida. Não faltou nada, nadinha.



  

7 comentários:

Anônimo disse...

Oie! Menina, adorei o post, ver o Arthur lindo sem dentinhos, tudo que você falou desse sítio, porém a sequência de fotos da Amanda eu simplesmente amei. Fofa! Muito, muito linda!
Beijos,
Ju

Luciana Nepomuceno disse...

amei tudo <3

Anônimo disse...

Rita, adorei o post! Dá uma paz, só de olhar as fotos deste sítio lindo :)
Entro aqui todos os dias, leio tudo, adoro tudo que você escreve!
Me sinto até íntima! hahaah Quando vou falar para o meu marido ''Você tem que baixar o aplicativo que a Rita baixou, para ver as estrelas'', e ele ''Rita é a do blog, de Floripa?'' haaha E ele baixou o aplicativo, e está se divertindo muito, pois o sonho dele é ter uma luneta tbém!
Bjão!
Ana Carolina.

Dária disse...

Adorei as fotos!!! Muito legal clima de sítio mesmo...
E a Amanda tá entre as crianças mais lindas que já vi. Morro de inveja dos cachinhos dela. Os meus eram assim, até não muito tempo, e por alguma razão nos ultimos anos cismaram de não enrolar mais ¬¬

Rita disse...

Lindo, né?

Ana Carolina, muito obrigada pelo carinho! :-)

Ju e Dária, não falem essas coisas pra uma mãe coruja que você a estraga para sempre. :-D

Beijocas!

Rita

Clara Lopez disse...

Lindos: texto, lugar, filho e filha, amor que transparece em tudo, abraço grande,
clara

Maite disse...

Cada foto... Tsc!
Lindo!

 
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