Como se compra um piano?


Eu tinha uma amiga em meu antigo colégio que tocava piano. Ela era um ano à minha frente, mas tínhamos uma amiga em comum e acabamos nos aproximando. Além de tocar em eventos da escola, ela dava aulas de música para crianças e tocava de vez em quando no velho piano do auditório sempre que conseguíamos nos esgueirar até lá, só de farra. Eu achava graça quando ela tocava reclamando da afinação do piano. Como se fizesse diferença, pensava eu, achando tudo lindo e sem entender lhufas de afinação. Um dia ela se sentou ali e começou a tocar qualquer coisa enquanto o ensaio para a apresentação de sei lá o quê não começava. Fiquei com cara de pamonha, ouvindo a música que saía dos dedos dela e invadia nossas cabeças. Quando ela terminou, perguntei que música era aquela e ela sorriu. É Beethoven, sinfonia tal, movimento tal, disse ela. Acho que seu sorriso tinha uma ponta de orgulho, de alegria por apresentar a música de Beethoven a alguém. Também sorri. Meu sorriso tinha uma ponta de admiração por aquela garota um pouco mais velha que eu que se sentava ali casualmente no intervalo da aula e, ploft, sacava um Beethoven das mãos, eu que não conhecia a diferença entre um dó e um ré.

Ontem a professora de música do Arthur disse que quando ele terminar o terceiro livro do curso de flauta estaria, teoricamente, em um bom momento para experimentar outro instrumento. Vejo claramente que ele ainda não sabe que instrumento quer experimentar, mas as opções mais mencionadas são piano e violino. Ulisses sugeriu que ele experimente uma aula de cada um para ver como se sente. Vai ser por aí, acho. Hoje me lembrei de minha amiga das antigas enquanto almoçava e Arthur enchia a casa com sua flauta. Fiquei imaginando o som do piano invadindo nosso ambiente como quando eu ouvia minha amiga tocar. Adorei a ideia. Mas é preciso ver se a empolgação dele pelas aulas se mantém, se sentirá vontade de tocar outro instrumento ou optará por permanecer apenas com a flauta. A decisão será dele. 

A decisão é dele, mas a empolgação é minha. Um piano é um investimento significativo, mas a verdade é que teríamos aqui em casa duas outras almas dispostas a fazer aulas (e quem sabe uma terceira, se a Amanda se animar também). Enquanto esperamos a decisão do Arthur, não custa fazer planinhos... Não sei nada sobre pianos. Vou conversar com a professora de música, mas vou esperar pitacos de alguém que passe por aqui e saiba das coisas. Que marcas preferir? Quem são os bons fabricantes de piano vertical? "Vertical" e "de armário" são a mesma coisa? O que levar em conta  numa possível compra? Que perguntas fazer ao antigo usuário (certamente compraríamos um piano usado)? Como se compra um piano, gente? Ajuda aí. Não temos pre$$a agora, mas estou toda animada. É o meu jeitinho.

7 comentários:

Caminhante disse...

Então somos 4 almas dispostas a fazer aula, eeeeee! #aloka

anna v. disse...

A ideia é maravilhosa, e o investimento vale a pena. Um piano, noves fora ser um móvel que você precisa colocar em casa, é um amigo para a vida inteira, e é o mais completo dos instrumentos (ok, não sou nada imparcial). Violino também é ótimo, mas lembre-se do Bolinha, da turma da Luluzinha...
Para comprar um piano, deve-se ir, ora, a uma loja de pianos, onde sempre há muitos usados à venda, e não há nenhuma necessidade de comprar um piano "zero km". Comprar na loja é bom porque tem garantia e geralmente eles têm um afinador que pode afinar regularmente o instrumento. Para escolher, o jeito é mesmo ir na loja, sentar em vários e experimentar. Se não tiver segurança para tanto, peça para a amiga pianista ou para a professora de música ajudar.

Angela disse...

Se minha casa um dia se encher com o som de um piano vou me sentir... em casa! O som do piano em minha casa quando mais nova nunca parou.

O piano que tocamos por muitos anos era um piano vertical antiquissimo que minha Tia havia comprado ja usado e abusado. A qualidade sonora e a leveza das teclas resultava em uma experiencia inferior. E assim mesmo nos deliciamos tocando sonatas, sonatinas e sinfonias de toda qualidade.

Como o piano era que nem um video game e ninguem queria parar de tocar, meu pai comprou um novo e pos ele na mesma sala. Ai passamos a brigar para tocar no novo e algumas vezes tocavamos ao mesmo tempo.

O novo era um Essenfelder, a mesma marca do da minha professora. Se tem fama de bom ou ruim nao sei, mas para mim era muito muito muito bom.

Eu procuraria um piano usado e beeeem baratinho. Se o som for bom e nenhuma tecla esteja afundando ou com uma pressao diferente das outras, so me certificaria que nao tenha cupim. Se o negocio pegar, trocaria por um novo daqui ha uns anos. Ha tambem os pianos digitais hoje em dia que imitam bem a sensacao de um piano de cordas.

Se o negocio ficar serio me avisa. Tenho um amigo que sabe de tudo (sabe aquelas pessoas-google?) e por sinal toca piano. E acabei de reencontrar minha primeira amiga de infancia, grande amiga da vida toda, filha da minha professora de piano e tambem pianista. Pergunto aos dois pra voces.

Bjs!!!

Unknown disse...

Oi Rita,
Sobre o instrumento do Arthur, acho que esse passo é um dos mais importantes do aluno de música. Descobrir qual o SEU instrumento. E vcs estão no caminho certo, pq ele primeiro está sendo inicializado em música para depois poder escolher o instrumento. Assim ele já sabe o suficiente de música para fazer uma boa escolha. O que pode ajudar o Arthur é perguntar se ele gosta mais de instrumento de tecla, de sopro, de cordas ou percussão.Ir pela forma de tocar ao invés de ir só pelo som do instrumento, sabe? Pq o som bonito demora um tempo pra vir, mas a forma de tocar é a mesma desde o 1° dia. Mas o piano de qualquer forma é bom. Todo músico sabe(precisa) um pouco de piano. E o resultado não demora muito par aparecer. E já que é para experimentar, que tal comprar um piano elétrico usado? Não é a mesma coisa (nem de longe), mas não precisa de afinador, às vezes é mais barato e ocupa menos espaço. Lembrando que piano elétrico não é teclado.

bjs de quem te lê mas não comenta pq é tímida.

Rita disse...

Respondi e perdi o comentário - no meu próprio blog! Hahaha.

Gente, obrigada pelos toques. Acho que só vamos comprar o final do ano, depois que o Arthur já tiver concluído o tal 3º livro de flauta. Mas pretendo começar a estudar já depois das férias do meio do ano. Yes!

Beijocas, Caminhante, Anginha, Anna V. e Anônima Tímida. Valeu, demais.

Rita

Tuanny disse...

Ahhh eu sou tímida mas não sou anônima! Meu nome não saiu, mas que coisa.

bjos

Tuanny

BetâniaMaia disse...

Que lindo amiga! Fiquei super emocionada! Bach e Beethoven marcaram meus estudos de piano. Bach com a sua introspecção e profundo amor à Deus e Beethoven com a sua explosividade! Ambos geniais!!! Bem, há doze anos comecei a estudar violino e passei a sentir uma vibração diferente na alma, algo que não se retira mais, um amor muito exigente, mais um casamento!!! Tenho uma grande amizade pedagógica com as ideias e a filosofia de Shinichi Suzuki. Ultimamente estou tentando estabelecer uma relação com Vivaldi, espírito vívido e marcante. Mas, espero em breve encontrar Mozart no meu violino! Tenho me preparado para viver intensamente e sei que quando isso acontecer, a leveza e a alegria vão definitivamente tomar espaço na minha vida. Assim, entre muitos amores,quero seguir sempre com muita fé em Deus, com muito amor, com muita música!
Que a música envolva tua família e tua casa de alegria e paz! O piano e o violino são instrumentos musicais maravilhosos, são pontes que nos aproximam de nós mesmos, dos outros e de Deus!!!
Beijos!
Betânia Maia

 
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