A room


Passei a manhã de domingo no quarto da filhota arrumando, separando brinquedos e roupas para doação. Ela me ajudou em tudo e me surpreendeu com as escolhas dos brinquedos para doar. Ficava toda saltitante imaginando "a alegria de quem vai ganhar o ursinho!". Fiquei até de olho para ver se não havia um esforço exagerado ali para se mostrar generosa, mas não. Deixei o tal urso (lindo) bem à mão até o final da faxina, mas não houve recaídas. Duas sacolas de brinquedos a menos, duas sacolas menores de lixo e, ah, como tudo parece tão melhor. Quando penso em minha infância, vejo que minhas melhores lembranças no quesito quarto de dormir são do último quarto da última casa em que morei com meus pais. Mas ainda me lembro do penúltimo, menor, com móveis cor de laranja (ou seriam vermelhos?), pequenos brinquedos de plástico, uma ou duas bonecas grandes, uma Emília de pano sobre a cama, os Sete Anões de plástico enfeitando a parede, os Barbapapas de isopor. 


Meu quarto era o cenário onde meus sonhos se desenhavam. Era onde eu conversava sozinha, estudava, brincava, chorava escondida, escrevia meus diários. Espero que as lembranças da Amanda sejam boas. Torço que ela se lembre do verde que vê da janela, dos pulos que dá pelo quarto, das histórias lidas com o pai na hora de dormir. O resto, fotografei para dar uma mãozinha. 

Miniaturas fofas (o chinelinho, gente...)

Os Sete Anões, também.

Dona Joaninha.

Baús, porque ainda não inventaram nada melhor para guardar brinquedos-tralha.

O canto dos livros (eu tinha acabado de arrumar, normalmente é mais caótico).

Lembrança da Tia Maria...

... e da Vovó Berna.

Boneca que minha amiga Ju trouxe pra mim do Japão, há tanto tempo. A boneca e a amizade continuam.

Boneco que eu trouxe da Áustria, mais ou menos na mesma época em que a boneca japonesa chegou.

Pássaro pintado pela dona do quarto. Ao fundo, quadro pintado pelo cunhado da ex-babá, a partir de uma foto da Amanda em um jardim.

Detalhe do quadro.




Os companheiros de soninho (a gatinha Marie não foi encontrada para a foto).

A vista.


A foto mais honesta: coisas espalhadas pelo chão. ;-)



3 comentários:

Dária disse...

To com vergonha da zona que sempre foi meu quarto agora.

Com a idade da Amanda eu e minha irmã pintávamos a parede da casa, faziamos desenhos em tds o cômodos, eram rabiscos coloridos que não se acabavam mais e minha mãe deixava tudo. Disse que era o incentivo dela a arte, mas a gente não tinha o menor talento rss

Anônimo disse...

Menina, adorei ler que Amanda te ajudou, adorei saber do seu desprendimento... e, adorei rever a bonequinha que te dei. Fiquei aqui toda chorosa, toda emocionada. Muito fofo!
Parabéns Amandinha!
Abração,
Ju

Rita disse...

Dária, não se engane... as fotos foram feitas logo após a arrumação. ;-) E eles têm carta branca pra pintar também, mas não as paredes; ainda não atingi esse nível de desprendimento. Quem sabe com os bisnetos. o/

Ju, sua linda. Beijos.

:***

Rita

 
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