Porta aberta


Li o post da Carol e até comentei lá que nem escreveria mais nada porque ela tinha dito tudo. Mas, ah, vou dizer também. Eu me colocava no lugar do Wagner Moura, cantando no palco com o Dado e o Bonfá. Com os caras da banda da vida dele. Eu me colocava no lugar dele e pensava, gente, que coisa mais legal. E tava na cara que o cara tava tendo o momento da vida dele - e tava mesmo, tal qual ele falou depois numa entrevista doida lá. Morri de saudades do Renato, lembrei-me do dia em que ele se foi e a gente ficou assim, caraca, cantei as músicas que embalaram minha adolescência e foi tão bom relembrar aquelas letras. As letras do Renato. Amor amor amor. Uma banda que passou toda sua carreira pregando amor e delicadeza, celebrando a gentileza e o diálogo, falando das mazelas do país e dizendo que as respostas passam pelo amor ao próximo, essa banda merecia um tributo assim: apaixonado. E como disse a Carol, qualquer um cantando bonitinho demais só teria escancarado mais a grande lacuna. Renato era Renato. E era um tributo, né. Uma homenagem, não era um show pra ser quadrado. Eu curto shows quadrados, às vezes, tudo certo, impecável, espetáculo. Tem seu valor. Mas ontem vi uma galera boa tocando as músicas mais lindas. Celebrando a poesia. Cantando Legião. Ai, amei demais. Wagner, seu empolgado, a gente sabe como é. Esquenta não, toda vez que faltava voz a gente cantava junto. "O amor tem sempre a porta abertaaaaaaaaaaa..."

4 comentários:

Juliana disse...

Rita, o texto da Carol é perfeitinho, né?

Eu li uma entrevistazinha do Wagner Moura sobre o show e dava pra sacar que o cara é fã. Gosto do Wagner, muito, mas não do Legião, portanto não vi o show.Wagner dizia nessa entrevista que Legião foi a banda da adolescÊncia dele. Aí eu fui fazer as contas pra ver se eu era adolescente quando legião fazia sucesso. Renato morreu quando eu tinha 12 anos. Acho que só soube que ele existia no dia em que morreu. Aos 12, eu era criança mesmo. Nenhuma daquelas letras da Legião me alcançavam.

Tenho amigos da minha idade e mais novos que são loucos pela banda, então não sei se gostar ou não da Legião tem a ver com tempo. Parece que eles eram meio atemporais, né?
Só sei que nunca fui arrebatada por esse amor. Acho a sonoridade chata, o Renato chato. Agora, quando Cássia Eller canta Vento no Litoral, aquela voz foda que ela tinha... Nossa!
Acho que Legião é meio como o Roberto Carlos, se é que dá pra fazer analogia.

Quanto ao Wagner, o cara fez o que todo fã queria fazer. Imagina ser o vocalista da banda da sua adolescência? Caraca! hehehehe Isso que é realizar o impossível!

Ah, vc viu aquela peça sobre o Renato, aquela em que o ator parecia " incorporado" de tão boa que era a caracterização? Um amigo meu, tão fã quanto você, viu e suspira toda vez que fala disso, mesmo tanto tempo depois. =)

Juliana disse...

rita, vi um vídeo do show. Que fofo! Gente, a carinha de felicidade do Wagner é incrível. =)

disse...

Adoro Legião. Nem sabia desse tributo (obvio né?), so' vi o bafafa' no Twitter. Vi agora um video e achei legal, o cara se divertindo a beça. Deve ter sido muito bacana.

Mari Biddle disse...

Não assisti o show ( óbvio, né?), mas vi o que deu para ver pelo Twitter. Como assim alguém tá falando mal do Wagner? O cara deve ter sonhado com isso uma vida pq ele sempre teve esse negócio de querer ser cantor e talz. O importante é que aquele belo se divertiu!

 
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