Neblinas


Dois episódios da segunda temporada bastaram para me deixar com vontade de acompanhar a série Game of Thrones. Agora vou rezar para Nossa Senhora do Tempo Sobrando e ver se consigo ver a primeira temporada inteira e ainda os episódios da segunda que perdi. Oremos. 

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A biografia de Clarice que estou lendo (vide barra lateral) finalmente me fisgou. Passeei pelas primeiras folhas um tanto quando alheia ao livro em dias em que minha mente estava nublada demais para eu me concentrar. Agora comecei a enxergar o livro e estou embarcando com prazer na leitura. Mais depois. 

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Jane Eyre foi o primeiro livro que li em inglês, tarefa do cursinho em outras épocas. Lembro-me que consultei o dicionário inúmeras vezes, tropecei em várias frases, tirei milhares de dúvidas com a professora (oi, Sinara, tudo bem?), mas li mesmo assim. Tantos anos depois não me lembrava bem de detalhes da história. Guardei na memória a atmosfera de pesar da vida sofrida da garota órfã que um dia iria se envolver com um homem cheio de mistérios. Há dois dias vi o filme e gostei. Gostei da atriz (que não me agradou muito em Alice, mas me convenceu em Jane Eyre), dos cenários, do ritmo. Minha experiência com o filme, contudo, teve gostinho saudosista. O cursinho de inglês era mais que uma escola, era um portal. E eu nem sabia onde dava, mas não fazia muita diferença. A caminhada já valia.

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Arthur e Amanda estão enamorados. Querem sentar um ao lado do outro na mesa, ele escova os dentes dela, ajuda com o cabelo, na hora de calçar o tênis, lava as costas dela no banheiro da academia de natação. Antes de rumar cada um para sua sala de aula despedem-se com abraços e beijinhos. Ele vai à festa da amiga, ela fica com saudades. 

Aí um quer o mesmo brinquedo que o outro e a briga rola solta. 

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No último domingo acordamos por volta das cinco e meia da manhã com os latidos do Floquinho. Ulisses desceu pra ver o que tava rolando. Tava rolando água. A caixa de descarga do lavabo rachou. A sala estava uma Veneza e nós amanhecemos o dia com rodos e panos de chão. Foi bem divertido. Estamos pensando em instituir a prática. No domingo que vem, vamos alagar a outra sala. Ah, o tapete foi colocado no quintal para secar. O Roque rasgou o tapete. Aqui é assim: um cachorro dá o alarme e o outro se aproveita. Estamos pensando em instituir a prática. Na semana que vem, vamos botar as almofadas lá fora. 

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Nosso multiprocessador quebrou. Assim como o interfone e o ar-condicionado. Mas, enfim, foco: o multiprocessador estragou. Aí mandamos para a assistência. Um mês depois, nada. Ligamos para o fornecedor que disse que a assistência tinha informado que o cliente já havia recebido o produto consertado. Oi? Ao verificar que a peça sequer fora mandada para a assistência, o fornecedor disse que mandaria a peça em dez dias. Não são legais? Não. Aí o Ulisses falou que, de acordo com o código do consumidor, após trinta dias o cliente tem direito a um produto novo. Foi só falar e fez-se a mágica. Quatro dias depois recebemos um novo. Mas se a gente não tivesse falado... né?

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Ontem Florianópolis amanheceu escondida sob forte neblina. Fui para o trabalho admirando a paisagem que parecia ter migrado dos cenários das irmãs Brontë. Cheguei sem maiores problemas ao meu destino, não é preciso ver a baía para saber que ela está ali, não é preciso ver o semáforo à distância para diminuir o ritmo. Meu espírito tem tido dias assim também: sigo firme porque conheço o caminho, mas a neblina ainda é bem densa. 


1 comentários:

Daniela disse...

Game of Thrones pra mim é a melhor série da atualidade. Vi a primeira temporada de uma vez praticamente. E agora vi o primeiro episódio da segunda, mas resolvi voltar a ver a primeira pra ter os detalhes frescos na cabeça. Não consegui ver nenhum depois do primeiro. Mas tô aqui baixando, pra qdo sobrar um tempinho.

E também quero ler os livros. Comecei o primeiro e parei. Estou nesse dilema de se leio os livros antes ou depois de ver as respectivas temporadas.

Ai ai. Só sei que adoro. Tudo cinza, cheio de reviravoltas inesperadas, não tem ningupem santo. Amo mesmo.

 
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