1957


 Minha mãe, aos 17 anos.



Será que tinha planos ou que suspeitava de metade do que experimentaria em seus setenta anos de vida? A quem gostaria de mostrar essa foto? Será que, como eu na mesma idade, acreditava que o mundo lhe pertencia? Ou vivia um dia por vez esperando resignada o que o amanhã trouxesse? 

Ontem sua neta pediu doces "do pote da vovó Berna". E isso me basta para pensar no tanto que ela nunca soube, nunca viu. 

Essa foto estava guardada entre outras na casa da Tia Maria. Ninguém da família tinha visto, minha mãe nunca me falou dela. No verso há uma dedicatória dela para minha tia, "da mana que a estima" - a cara dela, "mana que a estima". E ouço com os olhos, a caligrafia dela é como a voz fazendo eco. E acho que está linda na foto. 

4 comentários:

Anônimo disse...

Acho que ela tinha planos sim. Mas nunca poderia imaginar a filha maravilhosa que teria tempos depois (não sei quanto) e que, mesmo depois de ausente, seria capaz de comover tantos desconhecidos através das palavras dessa filha.
Não nos conhecemos, mas já gosto tanto de você. :)
Ana

Rita disse...

Ana,

muito obrigada por comentário tão carinhoso. Mesmo.

Abraços,
Rita

Anônimo disse...

Sua mãe é linda! Imagina aos 17 anos! Falo sério. Sempre achei D. Bernadete linda, com seu cabelo curtinho, sempre cortado, grisalho. Mas para mim o mais marcante é o seu sorriso!
Abração,
Ju

Angela disse...

Muito, mas muito bonita quando a conheci, e vi muito mais de voce nela nessas fotos!

 
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