Lições do ballet


Coisas que as aulas de ballet têm me mostrado até agora: 

- as posturas de equilíbrio do yoga, com pé plantadão no chão, não são tão desafiantes assim, vai;
- meu cérebro não sabe que existe uma coisa chamada "lado esquerdo" - ele já ouviu falar, mas se preciso executar ou desenvolver qualquer coisa em direção ao "lado esquerdo" ele fica muito confuso;
- uma pirueta legal no jazz não significa uma pirueta legal no ballet;
- dançar tonta é uma arte;
- tudo no ballet é mais difícil do que parece;
- tudo no ballet é mais gostoso do que parece;
- é preciso não temer o mico;
- tombos virão.

Não importa se nunca for perfeito, harmônico, cem por cento suave e preciso - nunca será. Minha relação com a dança, a essas alturas, é de um amor mais calmo, sem os arroubos e exigências das paixões arrebatadoras. É uma troca tranquila: ela me dá prazer e uma dose generosa de desafio; retribuo com admiração e a dedicação que estiver ao meu alcance. Sendo assim, meus limites não me revoltam nem me entristecem e abraço com alegria todo pequeno avanço.

Fazer aulas de ballet tem aguçado meu olho diante de bailarinos experientes. Por ter uma noção mais acertada do empenho necessário para se atingir precisão técnica e leveza, aquilo que antes eu achava lindo agora acho lindo e incrível. Dançar bem ballet clássico não é moleza. E é muito bom descobrir uma forma de enxergar ainda mais beleza no mundo (e, de quebra, ainda exercitar o corpo, bien sûr).
   

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