Superpoderes



Hoje Amanda me pediu que fizesse um bracelete. O modelo está em um livro que ela ganhou há algum tempo e que conta a história de uma bailarina (Eu quero ser uma bailarina, Ed. Ciranda Cultural). Nele há também modelos para uma saia de ballet e outros apetrechos de dança, tudo para ser confeccionado em papel. Com um pedaço pequeno de cartolina, giz de cera, cola, purpurina e fita adesiva, fizemos juntas, em menos de 10 minutos, o tal bracelete, simples e bonitinho. Arthur logo cresceu o olho e pediu um relógio "de espião". Com o mesmo material, fizemos um relógio "irado", com bússola e GPS incluídos, hohoho. Munidos de seus acessórios de papel cheios de superpoderes, os dois brincaram por horas, esgueirando-se pela casa, à caça sabe-se lá de quê, comunicando-se em códigos secretíssimos. Todos os outros brinquedos descansaram, esquecidos em seus lugares. Floquinho cochilou, certamente aliviado pela folga dada pela Amanda. 

(Vou guardar este post para que eles leiam no futuro, se o blog ainda existir. Para que se lembrem de que às vezes precisamos de muito pouco. É só manter a cabeça aberta e enxergar que o que torna um objeto valioso é a forma como lidamos com ele. Afinal, todos temos superpoderes.)



2 comentários:

Dária disse...

Nossa, deve ser legal imaginá-los no futuro, na tua idade, lendo as histórias do blog da própria mãe. Como será que filhos de escritores se sentem?

Rita disse...

Dária, sabe que já me perguntei como será essa geração com mães blogueiras, lendo sobre sua infância na internet... doido, né?

bj!
(não sei como filhos de escritores se sentem, sua fofa)

 
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