O bis que não pedi


E se eu contar a vocês que hoje fui a uma festa naquele mesmo lugar? E que aconteceu tudo outra vez? Meu coração quase saiu pela boca. A coisa toda não durou mais que dois minutos e, dessa vez, Ulisses estava comigo. Mesmo assim, depois do primeiro minuto eu já estava em pânico.

Como contei no outro post, o lugar tem dois ambientes distintos, para abrigar duas festas simultaneamente, além de um grande espaço para os brinquedos. Fiquei no salão 1 e as crianças se esbaldaram nos brinquedos no salão grande. Na hora de ir embora, enquanto eu me preparava para juntar todo mundo e sair, Amanda se enganou e entrou no salão errado, o da festa 2. Viu um monte de pequenos brinquedos espalhados pelo chão, daqueles que acompanham balas em lembrancinhas. Resolveu catar o que cabia em suas mãozinhas enquanto eu, louca, procurava por ela pelo resto da casa imensa. Ulisses chegou a entrar no outro salão, mas, cego de preocupação, não a viu. Quando a encontramos eu já estava chorando e o moço da portaria chegou a passar a mão em minha cabeça para me consolar. Olha, deu, já chega, já passei minha cota de sustos desse tipo. Já falei que não gosto daquele lugar? Ninguém vai me dizer que estou de implicância, vai?

***

Ao perceber que tinha entrado no salão errado, Amanda olhou pra mim e abriu um berreiro, as mãozinhas abarrotadas de brinquedinhos de plástico:

- Buáaáá''aáá... eu vou ter que devolver todos os brinquedinhos!!! Buááá''aáááá....

***

Na hora de dormir dei colinho e cantei a música da bailarina. Ela não faz a menor ideia do que senti.

4 comentários:

Niara de Oliveira disse...

Sei exatamente o que é isso, mas no meu caso susto foi bem mais longo e o desespero esticado. Levei mais de dois dias até meu coração voltar a pulsação normal. Mas antes tive que desabafar escrevendo, para me livrar daquela sensação de perda. O horror. O horror!
Fico aliviada e feliz que esteja tudo bem e estejas refeita do susto.
Beijo!

Anônimo disse...

Rita,

Também perdi os meus num parque da Universal. E o pior é que o erro foi meu que marquei num ponto de encontro e saí um pouco de lá por conta de uma chuva surpresa.
Sei exatamente o que você sentiu, o desespero, as lágrimas e o pavor de não mais encontrá-los e, às vezes, penso em como vai ser difícil viver sem vê-los sempre quando eles crescerem mais um pouco e resolverem bater suas asinhas.
Denise

Janete disse...

Comigo aconteceu quando o Gu tinha quatro anos. Final da missa, igreja lotada, ele sai de fininho entre às pernas das pessoas... lá se foi o pai, tentando segui-lo... eu tentando ficar calma, fui pela beirada do corredor até conseguir sair. E quando chego na rua, vejo a cara de apavorado do Daniel... meu coração parecia que tinha parado. O pavor foi tanto que não sabia o que fazer, mil coisas passando pela cabeça... mas aí eu vi um galhinho da palmeira que fica do lado da igreja se mexer... só lembro de empurrar duas pessoas e ir. E o Gu lá, meio rindo, com cara de sapeca, dizendo: ah, mãe você me achou...
As lágrimas rolaram abundantes, o abraçei forte e fiquei... até que lembrei que o Daniel ainda estava procurando. Demorei mais um minuto para achá-lo... nunca vou esquecer.
Janete - Gu

Angela disse...

Ai ceus que bom que mais uma vez nao se passou de um susto. Mas sinto muito que viveu tudo de novo. A Amandinha pareceu me ter um raio de espaco bem amplo e notei que ela eh mais dificil de manter em vista do que a maioria das criancas (que ja sao dificeis o bastante). Desejo a voces que seja essa seja a ultima!!

 
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