Das nuvens de chuva


Choveu muito em Floripa hoje, bem diferente do dia 22 de março de treze anos atrás. No dia em que me mudei pra cá, fazia sol e a cidade era toda convite. É fácil me lembrar da data exata de minha mudança por causa do feriado pelo aniversário da cidade um dia depois. Há dois anos fiz um post sobre a vinda pra cá e nele agradeci pelo apoio que minha mãe me deu por ocasião da mudança. Hoje reli o post. É engraçado ver que o que escrevi ali em relação à presença dela em minha vida continua verdadeiro mesmo depois de sua partida. "Eu sinto sua mão, vejo seu olhar, ouço sua voz, todos os dias. Nunca estamos longe", escrevi. A diferença é que há dois anos eu pude telefonar para ela e relembrar a data. Na verdade, ela deve ter me telefonado antes, como de costume. É claro que "nunca estamos longe" é verdadeiro em certa medida apenas. Porque é óbvio que a ausência dela por vezes gera um buraco sem fundo. No entanto, é verdade dizer que seguimos juntas porque o relacionamento que tivemos fez muitas tatuagens em minha alma. Tenho sonhado com ela com certa frequência. Nem sempre ela fala alguma coisa nos sonhos, mas sua presença é sempre muito nítida.


Este post não chega a lugar algum, é um texto sem final. Sou eu olhando para trás, sorrindo pelo que deu certo. E deixando que o peito pese com minhas dores, como o céu de Floripa no final do dia. Acho que é assim que se vive.

2 comentários:

Angela disse...

Lindas.

Anônimo disse...

Rita, você merece tudo que conquistou. Você merece tudo que deu certo. Você merece ser feliz. Tenho certeza que sua mãe está feliz, pois quer coisa melhor para uma mãe do que ver os filhos felizes!? Acredito que é assim que ela se sente, feliz por tudo que você conquistou. Feliz com a sua coragem!
Menina, já são 13 anos!? 13 anos que mal cheguei do outro lado do mundo e você já estava se arrumando para mudar. Fiquei triste porque você estava indo, mas também feliz também por você esta indo, com toda aquela sua empolgação. Saímos e conversamos muito das nossas viagens e a sua que já estava por vir. Lembro exatamente o lugar, la na Rua Manoel Tavares... Lembro das suas muitas caixas, você arrumando, anotando e enumerando cada caixa que iria no seu carro. (Desde então adotei este procedimento nas mudanças, não fazia isso não. Ainda agora quando estava mudando de SSA para Aracaju, estava fazendo isso e lembrando de você). Lembro que em um dos dias levei minhas fotos para vermos la no seu apartamento, pois Sandro falou que já estava cheio de fotos da Europa (risos), queria ver fotos diferentes. Sandro para variar reclamando das coisas... Depois cansou de tanto ver fotos...
Continue feliz e trilhando cada palmo dessa estrada linda que você está construindo.
Beijos,
Ju

 
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