Alguns micos, uma lua e muita festa


Minha carteira de motorista está vencida e precisei ir ao DETRAN para renová-la. Fui. Para minha surpresa, o atendimento foi ágil e de ótima qualidade, as filas sumiam em minutos. Só precisei esperar um pouco para se atendida pelo médico que conduz o exame de vista. Tudo muito diferente das minhas experiências anteriores com o DETRAN, de onde sempre saio reclamando da demora, da burocracia, do péssimo atendimento, do calor, etc. Dessa vez, tudo lindo. Até chegar à sala do médico e descobrir que sem os óculos não consigo enxergar as letrinhas. Saí de lá com a licença pendente até que volte com os óculos e prove que não sou cega. Saí de lá de taxi, tá?

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O exame de vista frustrado foi só o primeiro mico de uma série no final de semana. Bom é assim, em sequência. Aos poucos a gente se habitua e nem se constrange mais. Aproveitando um intervalo entre as quatro festas que frequentei na sexta e no sábado, experimentei minha primeira aula de balé clássico da vida. Noção é para os fracos, quero é me aventurar. Depois que eu voltar a sentir as pernas, conto tudo pra vocês. 

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Duas festas infantis e duas festas adultis (pode?) me deixaram com folga para dormir e morgar por muitos finais de semana pela frente (até parece, acabo de receber mais um convite de festa infantil para o próximo domingo - gente, isso não acaba nunca). Minha dieta balanceada em coxinhas e brigadeiros garantiu a energia para comemorar o aniversário de um colega num barzinho-com-cara-de-balada, falar até quase perder a voz e encerrar a maratona de festas na praia, na noite de sábado. Coroando a sequência de micos, dancei pseudo ula-ula num luau inesquecível organizado por amigos festeiros, portando aquelas saias e aqueles colares. E para me recuperar da aula de balé, dancei forró às duas da manhã com o pé enfiado na areia. Já falei que não sinto as pernas hoje, né?  

Na última vez que eu tinha ido a um luau morava há pouco tempo em Florianópolis e detestei. Praia lotada, gente vestida para matar e muitas caras e bocas, a coisa mais parecia uma boate na praia. Dessa vez não. A estrutura impecável que nossos amigos montaram não tirou o charme da festa que, vamos combinar, precisa ser despretensiosa para fazer jus ao nome. Ambiente bem descontraído, música boa e variada no volume certo para dançar e conversar, comidinha nota dez, chopinho  pra quem é de chopinho, garrafas outras para quem é de garrafas outras. Quem quis levou cadeira e foi delicioso jogar papo fora sentada na areia. Só não foi melhor do que dançar um bom forrozinho com meu mineiro pé de serra (Ângela, lembrei tanto de você). 

A noite estava perfeita, sem vento na maior parte do tempo, lua linda e céu sem nuvens, maré baixa e temperatura agradável. Quando bateu o frio, sacamos as blusinhas ou dançamos mais e tudo se resolveu. Nem mosquitos incomodaram muito. Em certo momento olhei para os casais que dançavam iluminados pelas tochas (que se apagavam a toda hora) e pela lua refletida na areia molhada e, de boa, me senti dentro de um filme. Ou na ilha de Lost, o que dá quase no mesmo. Lindo demais, Floripa. Lindo, viu? (Volta, Lúcia.)

Eu adoraria ter as fotos comigo agora para mostrar algumas a vocês, mas o pessoal que registrou tudo ainda deve estar por lá, curtindo o dia de sol. Essa galera sem filhos pequenos não conhece limites, vocês sabem. :-) Já se aproximava das três da manhã e seis ou sete casais ainda dançavam ao som do forró incomparável do paraibano Flávio José, quando a bateria do equipamento de som acabou. Daí ouvi do organizador-mor "calma, tem back up". De fato, o equipamento foi imediatamente substituído por um similar com capacidade para outro tanto de festa. Ou seja, eles realmente devem ter amanhecido na praia.

Quanto a mim, voltei para casa para dormir um pouco antes de encarar o domingo com Arthur e Amanda. Acordei sem as pernas e com aquela alegria tranquila de quem relaxou tudo que devia. Vem, semana. (E fiquei na cama até tarde porque Ulisses se levantou cedo e ficou com as crianças. Forrozeiro festeiro e paizão, tem aqui.)

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Update fotográfico. Eis o que os últimos casais a deixar a praia ganharam de presente. :-)


(Foto: Sérgio Teidi)

5 comentários:

Juliana disse...

meu sonho de consumo é fazer um luau no meu aniversário, mas nunca deu. Coisa chata de ter nascido no inverno.

Eu fiquei me perguntando: como se dança forró na areia? Eu num entendo nada de forró, que fique bem claro. eeeehehe

Helena disse...

Ai, que perfeito! Adoro luaus, esse teu teve tudo que eu gosto. Coisa boa morar perto da praia, né? Esta entre meus sonhos de consumo :)
Beijos!

Angela disse...

Rita por favor nao dava para escrever sobre qualquer coisa a nao ser festa? No proximo fim de semana eh Dia de Sao Patricio, e a familia de Pete coordenou um dia no... PARQUE AQUATICO INDOORS!!! E agora???

Ah e nao dava para NAO falar do forro? Lembro depois que me mudei pra ca de um dia ter pensado "Nossa,tres anos que nao danco forro!". A bobinha nunca ia imaginar que seriam quinze, e a conta continua aumentando.

Hhummm ehhr, e nao dava para NAO falar de praia? Ai menina nao vejo a hora chegar o verao! Para essa latitude ate que o povo manda bem. Descobri no ano passado que a mehor coisa do festival de verao daqui eh a noite da sexta que abre o festival. Praia sequinha, decoracao alternativa lindinha, so tem rato de praia do pais afora (surfista, pipeiro, navegadores, etc...). E durante o verao inteiro tem os Drum Circles nos domingos, que por sinal se extendem ate pras bandas de agosto ...

Invejei muito o seu final de semana viu?

Beijao!

Anônimo disse...

Oi Rita, que beleza de festa, que amanhecer lindo, obrigada por compartilhar. Pois é, volto a passeio, assim que der. Há caminhos misteriorsos em nossa vida, estou seguindo um deles. Beijos e aproveitem muito Floripa.
Lúcia

oliveira.dpo disse...

Oi Rita adorei sua descrição do nosso luau, realmente foi show assim como a festa!!! Galerinha super animada... Assim dá vontade de fazer mais e mais festinhas eheheheheeh. Grande abraço e até a próxima!!!

Daniel

 
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