Updates da terça-feira gorda


Nossa família aumentada passou bem pelas primeiras vinte e quatro horas da novidade. Agora faço bolo com uma bola peluda no meu pé. As crianças jantam com uma bola peluda no pé. Assistem TV com uma bola peluda deitada ao lado. E tomam banho de sol com uma bola peluda zanzando por ali. Ainda temos ressalvas, claro. Não conhecemos o temperamento do cão, não sabemos que vacinas tomou, que notícias ainda pode nos dar. Mas tudo parece ir muito bem, é inteligente e relativamente obediente e, até agora, absolutamente silencioso. Dormiu a noite inteira sem barulhos, cochila boa parte da tarde e, por ser adulto já, não mordisca nada, não come chinelos ou sofás. A ideia é mesmo que seja um cãozinho de dentro de casa, na medida que minhas convicções de que gente é gente e cachorro é cachorro permitirem. Então ele anda por dentro de casa, mas não sobe para os quartos nem se esparrama no sofá; come e faz números 1 e 2 do lado de fora da casa; etc. Amanhã tentaremos uma consulta com a veterinária para as vacinas, exame de ouvido e agendamento da castração. Se é verdade que o cão escolhe um dos moradores da casa para ser seu humano, grandes chances de eu ter sido a escolhida. Floquinho é minha sombra e logo tropeçarei. 

***

Hoje concluí a leitura de Mansfield Park, da Jane Austen. Engraçado como ela manteve o romance central da história praticamente impossível até as vinte páginas finais. Só então um escândalo familiar (ah, os ingleses e seus escândalos) abriu caminho para o coração aflito da protagonista. Eu gostaria de ter lido mais detalhes sobre a reviravolta do ponto de vista de certos personagens, mas tive de me contentar com poucas frases sobre o que mais me intrigava durante todo o livro. Em compensação, sobra lindeza em cada parágrafo. Mesmo quem não curte a trama intrinsecamente relacionada com costumes da sociedade inglesa de séculos atrás, há que se encantar com a escrita preciosa da autora. Chego a sorrir porque sei que ainda não li Emma. Ou seja, daqui a pouco tem mais. 

***

Agora suspeito que vou me deliciar com Bill Bryson. Se eu me divertir com Em Casa - Uma Breve História da Vida Doméstica (Ed. Cia. das Letras, tradução de Isa Mara Lando) metade do que me diverti com Breve História de Quase Tudo já me darei por satisfeita. 

***

Da minha cozinha hoje saiu este bolo do blog da Patrica Scarpin. Recomendo fortemente. Absolutamente delicioso, para aqueles que curtem um bom bolo úmido. Fez sucesso retumbante com a criançada. Um dos pontos fortes da receita está nos aromas. Muita baunilha e o toque da laranja, hummmmm....  Arthur me ajudou a fazer e lambeu dedos, mãos, braços e, pasmem, cotovelos. (Não usei as pecãs e nem fiz a cobertura, mesmo assim ficou maravilhoso.)

***

Saldo: cantarolei um samba enredo antigo, vi uma escola de samba na TV e joguei confete nas cabeças das crianças. Para quem passou três carnavais atrás dos trios de Salvador e um inesquecível pelas ladeiras de Olinda, parece pouco. Para quem adiou a folia por alguns anos, foi praticamente um desbunde. 


3 comentários:

Mari Biddle disse...

Oi, passarinhozinho, passei aqui para deixar um beijo para vc, os meninos todos e Floquinho.


=D

Angela disse...

Morri de rir tudo de novo. Esses posts do Floquinho sao muito divertidos. Tambem mostrei as fotos dele para as criancas, precisava ver as caras dos dois, sorriso largo com a primeira foto, rosto iluminado com sorriso de orelha a orelha quando viram as outras duas. Tropecar vai ser inevitavel, tenta nao cair ok? Ramona esta ao meus pes ha nove anos e ainda nao cai. Bate na madeira...

(eh as letrinhas estavam danadas de dificeis, estava ate pensando em marcar o oculista ate que vi os outros comentarios aqui.)

Anônimo disse...

Oi Rita,
que coisinha mais fofa, que bom que o adotaram.
Beijo grande para todos, Lúcia

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }