Redondo


Queria um texto redondo, que voltasse ao mesmo ponto, mas que, no caminho, sofresse transformações surpreendentes. Queria um texto assim, esférico, como a Terra. Que fosse meio azul também e cheio de altos e baixos; que sofresse com o humor das marés, que enfrentasse eras glaciais e se renovasse depois das chuvas ácidas. Que ressurgisse cheio de viço, em parágrafos verdes, quando o leitor já achasse que dali não sairia mais nada. Queria um texto em evolução, mesmo que, no final, eu percebesse apenas o que já sabemos: que tempo não garante sabedoria. Então o texto poderia ser óbvio e não acrescentar muita coisa, mas eu queria que fosse bonito durante cada rotação. Um jeitinho inocente de manter a esperança. 

4 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

E veio. Vieram. São. Suas letras são assim:uma viagem na beleza.

Murilo S Romeiro disse...

É.Chegou mesmo aqui redondinho redondinho de tanto rolar por esses infindáveis labirintos virtuais.
E chegou muito bonitinho também.
Foi se transformando pelo caminho e estações e está aqui agora todo multicolor, florido e perfumado.
Acho que é a tal Estação Esperança.

Silvia disse...

Rita
que lindo este texto!!
Adorei, não tenho palavras..
Beijinhos

Rita disse...

Obrigada, pessoas.

Silvia, vou aproveitar para agradecer outro comentário seu que li outro dia. Nem sempre respondo, mas leio cada um dos comentários publicados aqui, ta? Muito obrigada por seu carinho.

Abraços!

Rita

 
©A Estrada Anil - Todos os direitos reservados. Layout por { float: left; }