Ever and ever


Ufa. Vou poupá-los dos detalhes da minha faxina que começou ontem no minuto em que pus os pés em casa e ainda não acabou. Basta dizer que depois de faxinar muito a casa finalmente ficou suja. Aí foi só começar a limpar. De modo que voltei, mas continuo praticamente offline. E férias das crianças também significam menos tempo disponível para navegar na rede, mas disso não reclamo. Aliás, não reclamo de nada, tá tudo certo. Adorei visitar a Paraíba mais uma vez, apesar de cada ida lá agora ter um gosto inevitável de sombra. É diferente, meio oco. Assim como também é diferente voltar e não ligar para avisar a ela que a viagem de volta foi boa, que correu tudo bem. Mas foi muito bom ver a família, ver meus filhos interagindo com os primos, curtindo o avô, comendo comidas que eu comia na minha infância (nesse caso, falo só do Arthur, já que a Amanda costuma se manter em terreno seguro e só come o que já conhece). O ponto alto da viagem, contudo, foi mesmo o último dia.

Só na véspera de voltar para casa pude me encontrar com a Ângela, que veio ao Brasil passar o final de ano com sua família. Veio com seu marido e os dois filhos. Eu ainda não conhecia a pequena Julia, que não era nascida na visita que a Ângela fez a Floripa, em dezembro de 2007. Amanda tinha então 3 meses, era um bebê glutão; Arthur tinha dois anos e meio e ensaiou um entrosamento com o Max, o filho mais velho da Ângela, então com um ano e meio de idade. Mas agora foi diferente. Agora foi farra. Por um dia somente, mas mesmo assim. Foi a primeira vez que conseguimos fazer algo que desejávamos há um tempinho, botar os quatro juntos e deixar rolar. E foi lindo de ver.

Ver nossos filhos brincando juntos tem um significado enorme para nós duas. Costumo pensar na Ângela como uma espécie de alma gêmea. É tão fácil me comunicar com ela. Tão fácil explicar as coisas, tão confortável discutir, papear, argumentar: a gente sabe uma da outra. Nossa sintonia é algo doido mesmo. E o amor é enorme. Eu morro de saudades dela, gosto tanto de tê-la por perto. E aí teve toda a doida história de amor entre ela e o marido Pete (incluindo um namoro à distância por cinco anos), que acompanhei por um tempo até que eles finalmente ficassem juntos; houve minha odisseia com o Ulisses e ela é minha melhor testemunha, foi meu ombro tantas vezes. Então no domingo, durante o almoço num restaurante meia-boca, com garçons esquecidos e numa mesa sem talheres, o Pete perguntou se, algum dia, anos atrás, eu seria capaz de sonhar com aquela cena. Nós quatro e os filhos, ali, juntos. Não, Pete, nem em meus melhores sonhos. Cada reencontro nosso com eles é especial (essa foi apenas a terceira vez, com ou sem filhos, que nós quatro conseguimos nos reunir), mas dessa vez teve um gostinho a mais. Esse gostinho aí da foto:

Max, Arthur, Julia e Amanda.

Passamos o dia na praia, assando as crianças, comendo castanha na beira dessa piscininha infantil que integra o restaurante cujas mesas não têm colheres para servir o arroz. O sol de João Pessoa iluminou nossas conversas, o dia passou lindo, azul. À noite nos reunimos outra vez, já com saudades. Ver a mãe da Ângela mexeu comigo demais, minha mãe gostava dela e, principalmente, sabia o quanto eu gosto da Ângela. Ela teria ficado muito feliz com essa foto aí de cima. Dissemos um até já, torcendo que nossas crianças voltem a se ver em breve. De qualquer forma, é muito bom saber que, não importa quanto tempo passe até nosso próximo encontro, o carinho sempre vai estar lá. Multiplicado por quatro, aliás.

***

Mais de uma vez Ângela e eu dissemos viver em universos paralelos, onde a vida de uma reflete a da outra. Vamos contar uma coisa, a outra viveu algo parecido. Agora temos Arthur e Max, com entrosamento instantâneo; e Amanda e Julia com a mesma personalidade forte (tão lindo chamar birra de personalidade forte, né? acho fofo...). Ou seja, não parece faltar assunto no horizonte, né, Anginha? ;-)

7 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o post e confesso que tive vontade de conversar com você, mas de longe vi sua empolgação com a amiga e enfim não quis atrapalhar. Sim eu estava nesse mesmo bar no outro dia em que nos cumprimentamos. Confesso ainda que por um momento tive vontade de lhe chamar para registrar o encontro e tietar você para colocar no blog, mas fui contida por todos na mesa que achavam que seria inconveniente. Mas o que importa é que revi você apesar de não termos vivido nenhuma história juntas, a não ser, o pouco tempo aluna/professora, e mais encontrei a blogueira que adoro...
Abraços Polyana (Esperança/PB)

Claudia Serey Guerrero disse...

Lindo encontro!!!! amei... beijinhos Claudia (caladinha por aqui, mas sempre lendo) ;)

Angela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Angela disse...

O que dizer? Alem de muitos idems. Ja te disse um tanto por email, mas para registrar aqui: O dia passou rapido, a saudade ficou e forte, a visita de voces foi como um redemoinho calmo, um oxímoro. Quase nao notei a ausencia das colheres, mas lembrei agora que servi o arroz com uma faca de serrinha.

O reencontro do Arthur e Max foi mesmo do jeito que imaginei. Os Reis do Sangue Bom. Parecem espoletas mas sao dois mares de docura. Max repetiu varias vezes "I can't believe he lives in Brazil!". Quer repetir a farra todos os dias.

Tudo o que lia e ouvia sobre a Amanda me fazia pensar: "Julia..." Tirei a prova do zero, e vou usar seu termo personalidade forte ao inves do meu "Uma Megera! Sorte que eh linda!" e do da vovo dela "Cangaceira. Dona Zeze (do Forro em Limoeiro)."

Hoje fomos pegar os baldes e os peixinhos que naquele dia deixamos no tal restaurante. Estava seco, agradavel e com colheres, mas nao foi o mesmo sem voces.

Espero ve-los em breve, isso de tres ou quatro anos "nao ta dando para o gasto".

Amamos voces e estamos morrendo de saudades.

Rita disse...

Polyana, não seria inconveniência nenhuma! Eu, cega, nem te vi. Desculpa! Beijo grande pra você, muito bom ver você por aqui.

Claudia, faltou você, né?? Já pensou, a salada de línguas faladas pelas crianças seria completa.

Beijos!
Rita

Anônimo disse...

Foto maravilhosa! Mais do que a alegria das crianças, consigo sentir a satisfação dos pais assistindo à cena. Não tem como colocar aqui uns botões "curtir", "adorar", "babar", etc. para os preguiçosos/cansados/tímidos/com os dedos cheios de tintas? Lendo sempre, mas com os "dedos cheios de tintas" neste período estranho, que as pessoas chamam de "natal" e que para mim nada mais é do que uma oportunidade de pintar paredes e refletir...gros bisous!

Paulo Marreca

caso.me.esqueçam disse...

"O sol de João Pessoa"

saudade.

 
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