Drops, presentes, portais


Passei as últimas semanas com livros da Fal. Vou lendo e, em alguns momentos, ouvindo sua voz na minha cabeça. Nas crônicas curtas d'O Nome da Cousa ou nas esquinas cascudas da vida de Alma, protagonista em Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite, senti-me como se estivesse batendo papo com ela, a autora. Como se estivéssemos, as duas, pitacando sobre os desmandos de Alma ou nos reconhecendo no cotidiano esmiuçado em Cousa. Como quando visito o Drops, os livros de Fal me trouxeram necessárias porções de boas sacadas e um tanto bom de alegria. Sem falar naquele jeito bom que ela tem de dizer as cousas. Muito amor.

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E vocês vão me perdoar, por favor, sejam generosos comigo. Não me xinguem, não me rotulem de azeda. Sei, sei, sei que é preciso desligar um pouco e se desarmar, deixar o humor entrar e, relaxada no sofá, entregar-se à boa prosa. Tá. Tô fazendo tudo isso. Mas o Verissimo cansa minha beleza com velhos jargões batidérrimos, porque, ne, tava tudo indo bem na vida de Adão, mas ele ganhou uma mulher e aí tudo desandou (zzzz....), bla bla bla, e, de novo, bateu aquela vontade de largar suas crônicas e ir jogar videogame. Na segunda página. Tudo bem, tudo bem, vou ler tudo. Não precisa brigar comigo. Minha boa vontade com ele é enorme e gostei, por exemplo, das considerações sobre o tempo com as quais ele abre seu novo livro. Mas presenteei três pessoas com Em Algum Lugar do Paraíso nesse final de ano, tô ou não com crédito pra esperar um pouco mais de boas piadas? Às vésperas de 2012? Grata. ;-) (Eu sei, gente, que ele não se importa. Mas me deixa.)


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Ganhei mais um presentinho de Natal: este post fofo da Ju Finíssima. Como não amar? Obrigada pelo carinho, viu, dona Ju? 

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Minha filha de quatro anos pega um longo cachecol, sobe na banqueta alta da bancada da cozinha e brinca de Rapunzel. A tarde inteira. Ela joga o cachecol como se fossem longos cabelos mágicos. Cria falas ou recita baixinho diálogos do filme Enrolados e vejo, a uma distância segura para não interferir no devaneio, toda a beleza da infância. Um cachecol, uma cadeira e um portal para outra dimensão, em um cantinho da minha sala. 

2 comentários:

Juliana disse...

Veríssimo não tem nem nunca terá minha boa vontade. E não tô nem aí que ele não se importa.

Angela disse...

Comecei a ler! Tava um no, toda vez que tinha um tempinho gastava ele todo procurando o livro e acabava achando nos lugares mais inesperados. Eh que Julia adorou a capa... Por falar na Juba, ela tambem adora Rapunzel. Imagino a lindeza da Amandinha, espero que tenha dado para filma-la escondidinho. Eu nunca o faco e fico torcendo para nao esquecer das cenas das criancas.

 
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